Cápsulas de césio 137 desaparecem em BH

Técnicos do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) e homens do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte continuaram, hoje, as buscas no Hospital Luxemburgo, regiãoCentro-Sul da capital, de duas cápsulas de césio 137 (substância radioativa),desaparecidas desde o dia 17. As cápsulas, invólucros de metal de dois centímetros decomprimento por dois milímetros de diâmetro, deveriam ser implantadas em pacientes deradioterapia do hospital, que não soube explicar como elas sumiram.De acordo com o coordenador do CDTN na capital, o físico Silvestre Paiano, foramprocuradas em praticamente todos os locais do Hospital Luxemburgo por seis técnicos edois bombeiros, munidos com um aparelho de detectar radiação. Também foi vistoriada aLavandeira que presta serviços ao hospital e no Depósito de Lixo Municipal, na célulaonde se joga lixo hospitalar. "Infelizmente, não tivemos sucesso até agora", dissePaiano, na tarde de hoje.O material desaparecido, embora em pequena quantidade, pode, segundo o coordenador doCDTN, causar algum tipo de contaminação nas pessoas que mantiverem contato com ele,próximo ao corpo e por período prolongado. "Outra preocupação é que alguém venha adestruir as cápsulas e manipular o seu conteúdo, o que poderia trazer danos maissérios e internos", afirmou.Apesar disso, Paiano garantiu que o incidente não se compara ao ocorrido em Goiânia,na década de 80, quando um equipamento de um hospital, que continha césio 137, foiencontrado por catadores de lixo e aberto, o que provocou mortes e a contaminação dediversas pessoas. "A intensidade da fonte de radiação de Goiânia equivale à de 40 milfontes iguais à dessas duas cápsulas", explicou.

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