Livia Stumpf/Agência RBS/AE
Livia Stumpf/Agência RBS/AE

Cárcere privado termina com sequestrador morto e vítima ferida no RS

Após asfixiar a ex-mulher, mantida refém desde terça-feira, homem se matou, segundo a Brigada Militar

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2013 | 10h42

PORTO ALEGRE - Depois de 20 horas de cárcere privado, um homem tentou matar sua ex-mulher e logo depois se suicidou, ao amanhecer desta quarta-feira, 5, em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. A Brigada Militar negociava com o sequestrador desde a manhã de terça-feira, 4, com telefonemas de meia em meia hora. Por volta das 7 horas desta quarta-feira, diante de um período de silêncio dele, resolveu invadir a casa e encontrou a mulher inconsciente sobre um sofá e o corpo do homem no chão da sala, enforcado.

Identificado como Jerry Éder Aguiar de Oliveira, 41 anos, com histórico de agressões à ex-companheira Rosemeri da Silva Anori, 51 anos, o sequestrador estaria inconformado com a recente separação e teria rondado a casa dela nos últimos dias. Por volta das 10h30min de terça-feira entrou e, com uma faca de cozinha, passou a manter tanto a ex-mulher quanto um neto de 26 dias sob cárcere privado.

A Brigada Militar cercou a residência e passou a negociar a rendição. Às 16 horas, o bebê foi deixado na varanda da casa para ser entregue aos pais dele, um filho e a nora do próprio Jerry. Mas o cárcere privado de Rosemeri continuaria por toda a noite. A polícia acredita que o sequestrador tenha pensado que havia matado a ex-companheira por asfixia quando se suicidou. A mulher sofreu uma parada cardíaca, mas foi reanimada e transferida para um hospital, em estado considerado grave.

O coronel Silanus Mello lamentou o desfecho do caso e explicou que, enquanto há negociações, o procedimento padrão é não invadir, especialmente em casos passionais, para não colocar nenhuma vida em risco.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.