Cariocas são aconselhados a não alimentar pombos

O crescimento do número de pombos no Rio está preocupando a Secretaria Municipal da Saúde, que lançou nesta segunda-feira uma cartilha em que recomenda que a população não alimente os animais. Os pombos podem transmitir doenças respiratórias ou de pele, como micose e alergia. Apesar de não haver levantamento sobre o número de pombos, o Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman e o Centro de Controle de Zoonoses receberam, no mês passado, cerca de 40 reclamações. "O número levou a Secretaria a criar uma apostila com recomendações e medidas para o controle", diz o veterinário Márcio José de Figueiredo. "Não queremos matá-los de fome, mas achamos que as pessoas que dão alimentos podem reduzir o fornecimento, forçando os animais a procurar outras áreas."Segundo ele, os pombos só se multiplicam quando acham abrigo e alimento. Outra forma de espantar os animais é pôr telas em áreas de serviço e construir superfícies inclinadas em marquises, dificultando o pouso dos animais.O veterinário diz que a cartilha foi criada porque não há técnicos em número suficiente para atender às reclamações. Figueiredo admite que não há política para o combate aos pombos. A distribuição de alimentos com anticoncepcionais não é vista com bons olhos pela Secretaria. "O uso de anticoncepcional é caro e pode ser tóxico. Nosso objetivo não é exterminar os pombos."Copacabana, Tijuca e o Centro são os principais pontos de concentração dos animais.

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