Carla Cepollina diz que estão fazendo campanha contra ela

A advogada Carla Cepollina, namorada do coronel Ubiratan Guimarães, assassinado no dia 9 de setembro, em São Paulo, afirmou, em entrevista exclusiva à Band News TV nesta segunda-feira, 18, que há uma campanha contra ela, mas que não existem provas para incriminá-la. "Eu não sei porque está tendo essa campanha difamatória, assim, por parte da imprensa, alguns assessores, até a família do Ubiratan. Eu estava com o Ubiratan, eu tinha um relacionamento sólido com ele. Ele vivia constantemente sendo ameaçado. Agora parece que ele tinha outros relacionamentos. Eu só sei que ele aumentou o número de armas, comprou blindado, não queria mais que o filho dormisse lá. Eu acho que ele tinha uma série de desafetos por causa da vida na polícia e na política", declarou.Sobre as imagens que foram gravadas mostrando ela no carro com pacote, a advogada se irritou e acusou a imprensa de se ater a coisas irrelevantes. "Todo mundo esquece coisa e volta para pegar. Eu vivo fazendo isso, com sacola para cima e para baixo, com nécessaire. Eu troco sapato porque saio de salto alto e depois ponho salto baixo. Vocês ficam pegando coisas que são irrelevantes. Não tem nenhuma prova contra mim! Não tem nenhuma prova! Quando sair o resultado dos exames residuográficos e da necropsia também não vai ter!"InvestigaçõesOs filhos e assessores do coronel Ubiratan Guimarães serão ouvidos nesta segunda-feira, 18, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na região central de São Paulo. Os policiais que investigam o assassinato do coronel Ubiratan estiveram no fim de semana em uma cidade do Vale Paraíba, no interior do Estado de São Paulo, atrás de mais provas. De acordo com informações da TV Globo, eles retiraram de uma árvore dois projéteis que teriam sido disparados pela mesma arma que matou o coronel. Os projéteis serão comparados à bala que alvejou o abdômen de Ubiratan Guimarães, no último dia 9. A polícia também começou a analisar as ligações feitas pelos telefones que tiveram sigilo quebrado na sexta-feira, 15, pelo juiz Richard Chequini, do 1º Tribunal do Júri. A medida atinge os aparelhos de Ubiratan Guimarães, da namorada dele, Carla Cepollina, investigada pelo crime, e de mais seis pessoas. Além disso, a pedido da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com aprovação do Ministério Público Estadual, Chequini decretou sigilo do inquérito. O prazo para a conclusão do caso, também determinado pelo juiz, é de 60 dias.O promotor que acompanha o caso, Luiz Fernando Vaggione, entendeu que o sigilo era necessário diante da repercussão do caso. Ele confirmou que o DHPP tem uma linha de investigação mais forte em relação a Carla, mas disse que é preciso aguardar o fim das perícias. Em dois depoimentos à polícia, ela negou a autoria do crime.Na sexta, o delegado Armando de Oliveira Costa Filho voltou a repetir que está ´a dois passos´ do esclarecimento. O Estado apurou que as provas mais esperadas são o laudo das roupas que Carla disse ter usado no sábado à noite e a lista das ligações feitas por oito pessoas, em 15 linhas de telefones fixos e celulares, entre 1º e 12 de setembro.

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