Carla chega ao DHPP para depor e deve ser indiciada

A advogada Carla Cepollina, namorada do coronel Ubiratan Guimarães, assassinado com um tiro no último dia 9, em São Paulo, começou a ser ouvida formalmente pelo delegado Marco Antônio Olivato às 11h40 desta segunda-feira, 25, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na região central de São Paulo.Ela chegou para depor às 09h56, acompanhada da mãe,Liliana Prinzivalli, e do advogado criminalista, Antônio Carlos de Carvalho Pinto, em um veículo da polícia, um Santana cinza com vidros escuros, que entrou rapidamente pela garagem lateral da Rua Brigadeiro Tobias. Como nos depoimentos anteriores, ela não falou com a imprensa. Após o depoimento, Carla, apontada pela polícia como a única suspeita do assassinato, deve ser indiciada (acusada formalmente).De acordo com informações da reportagem da Rádio Eldorado AM, o diretor do DHPP, Domingos de Paula Neto, disse estar orgulhoso do trabalho desenvolvido pelos policiais, rebateu as críticas de que o departamento foi lento e moroso em toda a investigação no caso e acredita que todos os policiais fizeram um bom trabalho.InocênciaNeste domingo, 24, Carla, que nega a autoria do crime com a alegação de que não teria motivos para matar o namorado, voltou a se defender das acusações e declarou que é inocente em entrevista concedida ao Fantástico, na TV Globo deste domingo, 24. "Você não mata uma pessoa que você gosta, que você se dá bem, que você tem um relacionamento sólido. A duas semanas da eleição com a eleição ganha, com planos para o futuro", declarou. "Eu gostava de ficar com ele".Ela afirma que, quando deixou o apartamento do namorado Ubiratan, ele estava vivo e dormindo, na noite do dia 9. "A polícia está naturalmente sendo pressionada e tem que achar um culpado e a impressão que eu tenho é que para a imprensa e para algumas pessoas da polícia esse é o pato da vez", declarou. "Eu tenho que justificar o que eu não fiz. Eles não têm que provar que eu sou culpada. Eu que tenho que provar que sou inocente, está tudo invertido".Carla só aceitou conceder a entrevista com a condição de não mostrar o rosto porque tem medo e justificou mostrando uma ameaça deixada em sua secretária eletrônica. "Carla Cepollina. Você matou, você vai morrer. Você mexeu com quem não devia. Vai demorar um pouquinho, mas você vai conseguir chegar aonde ele está. a sete palmos da terra".Carla confirmou que passou o dia com o namorado, mas afirmou que quando saiu do apartamento o coronel estava vivo. "Estivemos junto no comitê, fomos à hípica, voltamos para o comitê, fomos para a casa dele. Eu fui embora e ele ficou dormindo. Não tem nenhuma prova para essa execração pública que eu estou sofrendo, nenhuma", ressaltou. IndíciosO DHPP chegou a encontrar indícios contra Carla ao confrontar as ligações feitas e recebidas pelo telefone fixo do coronel Ubiratan. Segundo o DHPP, a última ligação para ele foi feita às 20h26 do dia 9 por uma amiga, a delegada da Polícia Federal Renata Azevedo dos Santos Madi. Policiais do DHPP apuraram que Carla ainda estava no apartamento do coronel e atendeu à ligação. Para o DHPP, naquele horário Ubiratan já tinha sido assassinado, porque moradores do prédio declararam à polícia que ouviram o tiro que o matou entre 19 horas e 19h30.Um teste acústico realizado no sábado à noite no prédio onde o coronel morava, na Rua José Maria Lisboa, constatou que o tiro poderia ser ouvido por vizinhos, o que aconteceu de acordo com depoimentos de alguns moradores.Para o deputado federal Vicente Cascione, advogado dos filhos de Ubiratan, Carla é a única suspeita pelo assassinato do coronel: ?Desde o início venho dizendo que ela é 100% suspeita?, afirmou o parlamentar, que acompanhou o teste da perícia feito no sábado.(Colaborou Rita Magalhães)Matéria atualizada às 12h25

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.