Carlinhos tem 30 vereadores do ?Centrão? sob influência

Em menos de dois anos como presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues (PR) consolidou-se como o homem-forte do Legislativo paulistano. Nenhum projeto polêmico deixa de passar pelo seu crivo, tanto do Executivo como de seus colegas parlamentares. "Cuidado com o pé que você pisa, que pode estar atingindo o meu também", costuma dizer aos colegas o vereador, em referência ao seu poder de influência sobre pelo menos 30 dos 55 vereadores, em um bloco que conta com as siglas PR, PTB, PMDB, PP, PV e PSB, conhecido como "Centrão". Desde janeiro de 2007, o ex-procurador da Assembléia Legislativa conseguiu agradar a todos na Casa: criou verba adicional de gabinete de R$ 13 mil, aumentou o salários dos funcionários em mais de 20%, criou dispositivo que permite aos procuradores manter salários acima dos vencimentos do prefeito, de R$ 9 mil, dobrou o número de funcionários e a verba destinada à TV Câmara, promoveu um concurso público para preencher 500 novas vagas, articulou a aprovação do projeto que permite a manutenção de supersalários no Tribunal de Contas do Município (TCM) e agora quer reformar o prédio da Câmara para resgatar um projeto de 1952 do arquiteto Oscar Niemeyer. Carlinhos recebe ligações semanais do prefeito, para saber sobre o andamento dos projetos do Executivo. Polêmicas e benesses à parte, Carlinhos é considerado um dos melhores presidentes da história do Legislativo. Para Marta e Kassab, também nunca foi tão fácil governar, tendo como aliado um cacique com 30 vereadores sob sua influência.

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