Carnaval 2007 será ´divisor de águas´ na cidade, diz SPTuris

Os preparativos para o carnaval de São Paulo estão "a mil por hora", comemora Caio Carvalho, presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), órgão de turismo da Prefeitura. Na sua avaliação, o carnaval de 2007 será um divisor de águas na história de São Paulo. A razão, diz ele, está na vinda inédita de investimentos do setor privado diretamente nos desfiles das escolas de samba. "O setor privado começa a dar viabilidade econômica para o carnaval de São Paulo. Anteriormente, a iniciativa privada participava apenas com a compra de camarotes." As cotas foram divididas e comercializadas pela agência BFerraz Full Promotion. Os principais patrocinadores dos desfiles no Anhembi são a Brahma (AmBev), Casas Bahia e Nossa Caixa. Segundo o presidente da SPTuris, os investimentos desses patrocinadores totalizam R$ 4 milhões. O montante representa um quinto do investimento total da festa, que é de R$ 21 milhões. A Prefeitura investiu R$ 17 milhões em 2007. "Queremos atrair cada vez mais a iniciativa privada para que a Prefeitura tenha que investir menos para garantir uma bela festa", acentuou. "Este ano temos um olhar econômico sobre o carnaval de São Paulo, assim como no Rio e em Salvador." Segundo Caio Carvalho, são esperados de 27 a 29 mil turistas no carnaval de São Paulo, envolvendo estrangeiros e nacionais. "É um crescimento de 20% em comparação com o ano passado", emendou. Para ele, a crise do setor aéreo colaborou para este aumento. "Muitos paulistas resolveram ficar no Estado por conta da crise do transporte aéreo." Patrocinadores A gerente de comunicação de marketing da AmBev, Raquel Ogando, diz que a Brahma não poderia estar de fora do carnaval de São Paulo."Este foi o primeiro ano que a Prefeitura de São Paulo organiza o sistema de cotas e a gente tinha que estar nele", diz ela, acrescentando que São Paulo é a principal praça de consumo da Brahma. De acordo com o presidente da SPTuris, a cidade deve arrecadar de R$ 30 a R$ 32 milhões com a festa, valor que representa de R$ 5 milhões a R$ 7 milhões a mais do que o registrado em 2006, quando a arrecadação ficou em R$ 25 milhões. Esses valores incluem os gastos dos turistas com ingresso, alimentação e movimentação cultural. Os gastos com hospedagem não estão computados nessa projeção. A quatro dias do início dos desfiles do Grupo Especial, que começa na sexta-feira, 16, a expectativa é de que o Sambódromo do Anhembi fique lotado. O otimismo é tanto que Caio Carvalho assegura que não haverá espaço para todos. "Infelizmente vai ter gente que vai ficar de fora, porque restam poucos ingressos, que devem se esgotar até quarta-feira", acredita. Segundo balanço da SPTuris até segunda-feira, 12, havia 29% de ingressos disponíveis para os setores de arquibancada, cadeira e mesa de pista. Nos camarotes, o porcentual é de 40% de ingressos disponíveis. Só em bilheteria, cujos preços variam de R$ 40 (arquibancada) a R$ 32 mil (camarote para 25 pessoas), a arrecadação estimada é de aproximadamente R$ 5 milhões. Além da expectativa com a venda de ingressos, a SPTuris estima que 18,6% (5 mil pessoas) do público total devem corresponder a turistas estrangeiros, com gastos médios de R$ 600 por dia e acumulado de R$ 9,4 milhões no período. Os turistas nacionais devem ser maioria (81,4% ou 22 mil pessoas), entretanto, devem gastar menos, com estimativa de R$ 300 por dia.

Agencia Estado,

13 Fevereiro 2007 | 18h17

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