Carodozo é reeleito na Câmara de São Paulo

O vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT) foi reeleito hoje, por 46 votos a 1, e comandará por mais um ano a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo. Um acordo político entre as bancadas do PT, PMDB, PTB, PL, PSD e PCdoB possibilitou o acerto para a composição da mesa e excluiu novamente a bancada do PSDB, a segunda maior da Casa. Nenhum dos vereadores tucanos compareceu à votação.O vereador Antônio Goulart (PMDB) foi eleito como 1º vice-presidente, Salim Curiati (PPB) ocupará a 2ª vice-presidência, o parlamentar Celso Jatene (PTB) será o 1º secretário, seguido pelo pastor Vandelei de Jesus (PL) que será o 2º secretário. A vaga de 1º suplente ficou com a vereadora Ana Martins (PCdoB) e a de segundo suplente com o vereador José Rogério Farhat (PSD). Após a eleição, a presidência da Casa ofereceu um coquetel para os parlamentares regado a vários litros de whisky 12 anos, vinho branco, cerveja, refrigerantes e salgadinhos.Segundo Cardozo, não houve negociação para aprovação de projetos polêmicos ao se compor a Mesa Diretora, como o que trata da progressividade do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) e o da Educação. "Esse acordo não teve nenhum tipo de negociação para os projetos pendentes na Casa", disse o presidente reeleito. "Uma coisa são as discussões sobre os projetos, e outra foi o acordo para a Mesa."Para ele, o boicote do PSDB, que não compareceu à votação, é uma postura legítima. "Isso aconteceu no próprio PT, que já ficou fora da mesa em outras legislaturas", disse. "O que aconteceu foi que a composição política não os contemplou."Para o líder do governo na Câmara, vereador José Mentor (PT), o que aconteceu foi apenas um "entendimento de forças" entre as bancadas políticas da Casa. A eleição de Cardozo segue uma orientação da alta cúpula do PT. Os vereadores Arselino Tatto e Mentor, ambos do PT, retiraram suas candidaturas. A votação, prevista para às 8h30, começou por volta das 9 horas em clima amistoso, já que a chapa única estava decidida dias antes. Hove momentos descontraídos, quando o coronel da reserva e vereador Erasmo Dias (PPB) teve que votar no petista Cardozo. "Ele é um bom ´Zé´. Tem outros ´Zés´ que eu não gosto muito, como Zé Dirceu e Zé Genoíno", disse o vereador. Já o vereador Domingos Dissei (PPB) chegou atrasado e não participou do processo de votação para presidente. "Fiquei preso no trânsito", disse o vereador que, às 9h30, parecia estar ainda um pouco sonado. O voto do parlamentar foi registrado posteriormente.O único voto contrário do dia foi da vereadora Havanir Nimtz (Prona) que deu voto contrário para todos os membros da mesa e se auto-proclamou como a única vereadora independente da Casa e, depois da votação, foi embora do plenário sem dar entrevistas.Após declarar seu voto para Farhat, o pepebista Wadih Mutran disse que a eleição de ontem foi a "primeira na Câmara que não teve traição". Mesmo havendo a composição na Mesa, os vereadores acreditam que na próxima semana, os ânimos em torno do projetos polêmicos do Executivo voltarão a ficar acirrados. "Teremos sessões duras até para decidir o melhor para a cidade", disse José Eduardo Martins Cardozo.

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