Carregadores da Ceagesp param meia hora contra a guerra

Cerca de 200 carregadores e outros funcionários da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais deSão Paulo (Ceagesp), a maior do gênero na América Latina, fizeram nesta quarta-feira uma paralisação de meia hora contra a guerrano Iraque.Promovido por sindicatos, o protesto começou às 13h30 no Entreposto Terminal São Paulo, na Vila Leopoldina, zona oeste. Muitos manifestantes portavam bandeiras da Social DemocraciaSindical (SDS) e faixas com as frases "Deus abençoe o povo iraquiano" e "Bush, tire suas patas das crianças do Iraque". Um grupo de 60 crianças, atendidas por um programa da Ceagesp,também estava lá.Além de criticar o conflito, os organizadores chamavam a atenção para possíveis reflexos na agricultura brasileira. "Os insumos, sementes e defensivos vêm de fora", explicou o presidente do Sindicato dos Permissionários em Centrais deAbastecimento de Alimentos (Sincaesp), Claúdio Ambrósio. "Daqui a 60 dias o produtor vai sentir os efeitos da guerra, com a alta do dólar."A secretária administrativa Conceição Santos, de 50 anos, participou dos 30 minutos de paralisação. "Se a guerra se estender muito, vai atingir a todos nós, porque há reflexos naeconomia."Protesto em Porto AlegreEm Porto Alegre, cerca de 400 trabalhadores gaúchos concentraram-se no pátio da Vonpar, empresa que fabrica produtos da Coca-Cola, para protestar contra a guerra. Eles entregaram ummanifesto à direção. Depois repetiram a manifestação diante de um posto de gasolina da Esso. Veja o especial :

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.