Carro abre-alas da Unidos da Tijuca pega fogo

Um incêndio no carro abre-alas da Unidos da Tijuca, a terceira escola a desfilar, só não virou tragédia porque os bombeiros controlaram o fogo em menos de 10 minutos, tiraram todos os destaques de cima do carro e conseguiram fazê-lo andar novamente. O carro representava o diabo que os povos primitivos acreditavam ser o ladrão das almas quando se tirava fotografia. A foto é o enredo da Unidos da Tijuca, que conseguiu superar o incidente com um desfile muito animado. A comissão de frente representava homens de terno que posavam para um fotógrafo lambe-lambe foi uma das mais aplaudidas, assim como a madrinha de bateria Adriane Galisteu. O penúltimo carro, que se dissolvia para dar lugar a passistas coreografados, foi outro destaque. O público também delirou com o último carro, que tirava fotos em tempo real dos espectadores na arquibancada. Mas os maiores aplausos foram para os carros dos bombeiros, que deixaram a platéia emocionada. O único ferido foi o coordenador dos bombeiros, Coronel Francisco Bragança, que cortou a testa e teve que levar pontos, mas não pretende ir embora do sambódromo. Segundo o Relações Públicas dos bombeiros, Tenente Coronel Evandro Bezerra, 300 soldados da corporação estão espalhados pelo sambódromo, onde há também cinco ambulâncias, três carros de combate e dois de salvamento. É a primeira vez que um carro alegórico pega fogo no sambódromo. "Mas nós treinamos todos os dias nas últimas semanas para resolver um incidente como esse", disse Bezerra. A próxima escola a desfilar, a Mangueira, já está entrando no sambódromo, com um enredo sobre a língua portuguesa que lhe deu o terceiro lugar.

Agencia Estado,

25 Fevereiro 2007 | 00h16

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