Carro que estava com usineiro foi usado em fraude de seguro

O delegado Samuel Zanferdini, do Setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), confirmou nesta quinta-feira a fraude contra uma seguradora, que pagou R$ 160 mil ao analista financeiro Carlos Alberto de Souza Araújo pelo suposto roubo de um carro Mercedes-Benz, que teria ocorrido em São Paulo em 2001. O veículo, um modelo E-420, no entanto, com placa fria (dublê de outro modelo da mesma fabricante), estava em poder do usineiro Alexandre Titoto, em Mococa. Titoto está preso, em Ribeirão Preto, desde segunda-feira, por ser, até agora, o único suspeito da morte de Araújo, que teve seu corpo sepultado, talvez ainda vivo, numa fazenda de Serrana. Segundo Zanferdini, o caso da fraude do veículo pode ser um motivador do crime contra Araújo, mas isso nada ainda pode ser afirmado, pois Titoto recusa-se a falar e diz que o fará só em juízo.Nesta quarta-feira, o advogado Heráclito Mossin, que defende Titoto, disse que o veículo teria sido uma parte do pagamento da dívida de Araújo com seu cliente, que seria de cerca de US$ 4,7 milhões, mas não informou a origem da dívida entre eles. A polícia investiga ainda se houve uma oumais pessoas envolvidas no crime.

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