Carro quebrado deve tirar pontos do desfile da Águia de Ouro

Apesar de ter cumprido o tempo estabelecido, a escola pode ser prejudicada em evolução e harmonia

Gustavo Miranda, do estadao.com.br, SÃO PAULO

02 de fevereiro de 2008 | 03h48

SÃO PAULO - Com um quarto lugar no ano passado - a melhor colocação já conseguida -, a Águia de Ouro se sentiu preparada para levar o título no carnaval de São Paulo deste ano, só não contava com o pneu furado de seu quarto carro alegórico, que deve tirar pontos da agremiação. Apesar do problema, a escola apostou em inovações para tentar aumentar suas notas este ano.

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A escola encerrou seu desfile dentro do tempo regulamentar, o que fez seus integrantes comemorarem bastante na dispersão. No ano passado, a agremiação levantou o público do Sambódromo do Anhembi com uma inusitada coreografia da bateria: os ritmistas entraram na passarela entre a comissão de frente e o primeiro casal de porta-bandeira. Este ano, ela se dividiu ao meio e deu passagem ao mestre-sala e porta-bandeira e empolgou o público.

Apesar de ter repetido o mesmo sucesso do ano passado com a platéia, a Águia de Ouro corre o risco de não conseguir três notas dez nos quesitos Evolução e Harmonia. Segundo Solange Rodrigues, responsável pela harmonia da Águia de Ouro em entrevista à TV Globo, o pneu furado do quarto carro alegórico deverá tirar pontos da escola.

Pela primeira vez no carnaval de São Paulo, duas escolas de samba tiveram o mesmo tema. Mas, as abordagens foram diferentes. Temas iguais, presente em dobro para a platéia: a Águia de Ouro, assim como a Acadêmicos do Tucuruvi, distribuiu sorvetes para o público. O terceiro carro alegórico exalou cheiros de frutas pela avenida. Outro destaque foi a comissão de frente da agremiação, que representou seres glaciais encantados.

Quem puxou o samba-enredo ?A Taça da Felicidade, uma viagem pelos sentidos às delícias do sorvete? foi Serginho do Porto, compositor da canção junto com Ronaldinho, Marcio Pessi, Dado e Ivan. A Águia de Ouro desfilou com 23 alas, quatro carros alegóricos e 3.900 componentes. A escola nasceu em 1976, a partir de um time de futebol de várzea - o Faísca de Ouro -, cujos integrantes residiam nos bairros da Pompéia, Lapa e Água Branca.

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