Carro quebrado e samba social da Vila Isabel não empolgam

Para contar a história dos trabalhadores no Brasil, escola contou com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi

Mônica Ciarelli, O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2008 | 03h31

A Vila Isabel tinha um enredo social, carros alegóricos criativos, mas, sem um samba contagiante a escola de Noel Rosa não conseguiu empolgar a Marquês de Sapucaí. O mesmo não pode se dizer da estreante Natália Guimarães a frente da bateria do mestre Mug. A miss Brasil casou "frisson" desde a concentração, acompanhada de perto por um batalhão de fotógrafos e por seu pai, Gilberto Guimarães. "Esse foi o melhor dia da minha vida, foi melhor que a passarela de miss. Acho que nem vou dormir essa noite"..As imagens do desfile Tudo sobre as escolas do Rio e os sambas  Mangueira e Viradouro empolgam a Sapucaí no 1º dia Saiba como foram os desfiles no Rio no primeiro diaQual escola de samba será campeã no Rio?  Veja as melhores imagens dos desfiles em SP Qual escola de samba será campeã em SP?  As melhores imagens do Carnaval pelo Brasil   Veja a comemoração do carnaval pelo mundo    Depois de dois meses de aulas de samba, a miss Brasil não fez feio na avenida e mostrou a graça em seu desfile. O pai não esperava um assédio tão grande, mas, admite que agora que sua filha é "reconhecida mundialmente", o interesse por ela é grande até fora do país. "É assim também em Nova York, onde eu moro", disse um orgulhoso Gilberto. No final da apresentação, Natália ainda foi alvo do beijoqueiro José Alves de Souza, que burlou a segurança e agarrou a miss.  Para contar a história dos trabalhadores no Brasil, a Vila Isabel contou com a presença até do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que veio na ala da diretoria da escola. A azul e branca não teve sorte. Houve um principio de incêndio no carro alegórico que representava a indústria, o que causou um grande buraco em seu desfile, o que deve prejudicar a escola no quesito evolução.  Os bombeiros correram para apagar o incêndio e obrigaram o carro passar na avenida seu os efeitos pirotécnicos programados pelo carnavalesco Alex de Souza. O desfile da Vila contou a história do trabalho no país, desde a escravidão dos índios e negros, passando pela chegada dos imigrantes e as lutas sindicais. A escola recebeu apoio do Central Única dos trabalhadores (CUT), que teve alguns de seus representantes desfilando pela azul e branca.

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