Carros são incendiados na zona norte do Rio de Janeiro

Dois carros foram incendiados na madrugada desta quarta-feira na zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com o Corpo de Bombeiros do quartel da Penha, bandidos da Favela de Brás de Pina atearam fogo num Celta roubado que estava estacionado na Rua Tenente Lopes Ribeiro, em Brás de Pina. Segundo o Corpo de Bombeiros, essa é uma prática comum na região. Outro carro, uma Blazer, foi incendiado na Avenida Brasil, num dos acessos da Favela da Cidade Alta, em Cordovil. Na terça-feira, três supostos criminosos e três veículos foram incendiados depois de um conflito entre policiais e criminosos no Morro da Mangueira, também na zona norte do Rio. Segundo a PM, dois ônibus e um carro foram queimados nas imediações da favela por moradores da comunidade. Eles estariam protestando contra uma operação policial que deixou três mortos e dois feridos. Os ataques a carros e ônibus na capital fluminense acontecem desde o dia 28 de dezembro de 2006, quando pelo menos 18 pessoas, entre civis e militares, foram mortas em uma onde de ataques contra coletivos e postos policiais na cidade. Os ataques foram em represália às milícias formadas por policias, ex-policiais, bombeiros e ex-bombeiros que passaram a oferecer serviços nos morros cobrando taxas da população.Com isso, os traficantes das favelas cariocas passaram a atacar postos policiais da cidade e efetuar ataques contra a população civil dentro de coletivos. Desde então, foram registrados ataques em vias expressas da cidade, como tiroteios na Linha Vermelha.Há suspeita de que os ataques também fossem para intimidar o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que assumiu o cargo no dia 1º de janeiro de 2007, já que o secretário de segurança do novo governo, José Mariano Beltrame, havia confirmado antes mesmo de assumir o cargo, que teria como prioridade o combate às milícias.Sérgio Cabral pediu ajuda federal para combater a violência no Estado e foi atendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu discurso de posse, Lula chegou a afirmar que a violência deveria ser encarada como terrorismo. A União e o governador acordaram sobre o envio das tropas da Força Nacional de Segurança ao Estado, que deve começar a atuar prioritariamente no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras do Rio de Janeiro na quinta-feira.Esta matéria foi alterada às 10h10 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

17 de janeiro de 2007 | 09h42

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