Cartas

A clínica e o Ibama respondem - mas questão do barulho fica em aberto

O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2008 | 00h00

Pavões: e quanto ao barulho?Na clínica odontológica Gil Puglisi há um casal de pavões que faz um barulho insuportável dia e noite. A clínica não dispõe de espaço adequado para a criação das aves, sem falar na falta de higiene. Peço que o Ibama tome providências.CARLOS ROBERTO F. AYRESCapitalO Ibama responde:''Pavões são animais domésticos (anexo I; port. 93/98), cuja criação não é regulamentada pelo Ibama, não sendo preciso autorização específica para sua criação, Como a reclamação se refere ao incômodo causado pelo barulho, recomendamos que se acione a subprefeitura da região.''A Clínica Odontológica Gil Puglisi responde:''Lamentamos que ainda existam pessoas desinformadas sobre a legislação de manutenção e guarda de animais, confundindo os de origem silvestre com os de origem doméstica. No caso, tratando-se da ave pavão, nenhuma restrição existe para sua criação ou manutenção, tal como se manifestou o Ibama. Ademais, o espaço onde os mesmos vivem é amplo (100m2) e arejado, dotado da infra-estrutura necessária. Quanto à clinica, trata-se de uma clínica de tratamento odontológico, onde os pacientes não pernoitam nem repousam por mais tempo que o necesspario para o tratamento, sendo certo que o leitor ja mais poderia ter sido importunado pela nobre ave. Assim, ao publicar a queixa, pedimos que a coluna também publique a nossa resposta, aliás em consonânica com a do Ibama.''GIL PUGLISI - CapitalCarta 19.561Lixo e mau cheiroMoro nos EUA há 30 anos. Visito o Brasil duas ou três vezes por ano e noto que o principal motivo das enchentes em São Paulo e outras cidades é, infelizmente, a falta de educação do povo, que joga lixo nas ruas e córregos (admito que não há lixeiras suficientes e de bom tamanho nas ruas). Em janeiro, passando pela Assembléia, no Ibirapuera, vi que as lixeiras estavam cheias e tinha mais lixo no chão do que nelas. Diante de prédios no Itaim-Bibi, as lixeiras para depósito de sacos de lixo têm malha de 15x25 cm, donde, boa parte do lixo cai na calçada... e para onde vai, quando chove? O governo (Estado e Prefeitura) deveria instalar mais lixeiras e implantar uma campanha de educação dos cidadãos, nas escolas, mídia e com cartazes. Passei 10 dias em Itapema(SC), onde na praia superlotada não havia um maço de cigarro vazio. A diferença está na cultura e no respeito ao próximo. São Paulo é minha terra natal, e acho que cada um deve contribuir, como puder, para um ambiente melhor. Só reclamar e criticar não resolve.AURÉLIO SCHIAVINATOPeço uma maior fiscalização do incinerador da Prefeitura no bairro do Bom Retiro, pois o cheiro está cada vez pior, e os moradores mal conseguem respirar. Eu mesma chego a ter náuseas e vomitar, quando o cheiro está muito forte.LUCI DANTAS - Bom RetiroA Cetesb responde:''A leitora deve estar se referindo à unidade de transbordo de resíduos da Avenida do Estado, 300, onde antigamente funcionou um incinerador. Vimos fiscalizando a unidade e multando a empresa responsável, num caso acompanhado pelo Ministério Público, que firmou ''termo de compromisso de ajustamento de conduta'' com a Prefeitura e a empresa, que se comprometeu a fazer reforma com medidas para controlar as emissões de odor. A reforma deve começar ainda neste 1.º semestre. A queixa pode ainda ser enviada à Agência Ambiental de Pinheiros, tel. 3133-3833, c/ Rosana, para mais informações.''A leitora informa que, quase no final de março, não viu nada ser feito. Ao contrário, diz ela, o cheiro está cada vez pior. Onde há muitos anos funcionava o incinerador, desativado, agora caminhões de lixo desovam a coleta, posteriormente levada para os aterros. ''Mas os odores continuam insuportáveis'', afirma ela. ''Eu mesma tenho fortes dores de cabeça e crises de vômito; creio que se houvesse maior fiscalização da Cetesb, juntamente com a Prefeitura, não estaríamos passando por tudo isso, e as providências cabíveis seriam tomadas.''A Cetesb responde à réplica:''Entendemos que não há mais o que responder, diante das explicações já enviadas a esta coluna, e diante da própria manifestação da reclamante, que em contato conosco confirmou seu interesse em contatar a nossa agência ambiental de Pinheiros, para formalizar a queixa e pedir providências .''Correspondência para São Paulo Reclama:e-mails para spreclama.estado@grupoestado.com.br; cartas para Av. Eng.º Caetano Álvares, 55, 6.º, CEP 02598-900 ou fax 3856-2929, com nome, end., RG e tel., a/c de CECILIA THOMPSON, podendo ser resumidas a critério do jornal. Cartas sem esses dados não serão consideradas. As respostas não publicadas serão enviadas pelo correio.

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