Cartas

Carta 19.738Goteiras em estações do metrôUso o metrô no trecho Vila Madalena/Trianon, onde há goteiras. E faltam refrigeração e ventilação nos vagões. Nem foram instalados, mas a Vila Madalena foi inaugurada em 1998 e a Trianon, em 1991. Suponho que isso não ocorra só na Linha Verde. E se houver pane e as pessoas ficarem trancadas? Demoraram anos para investir no Metrô, então deveriam pelo menos fazer manutenção das linhas que já existem em respeito ao dinheiro público e à população. Quando é que a Linha Verde terá ventilação e refrigeração? Se isso já foi encomendado, quanto custou? Quantas linhas estão em mau estado? E quem escorregar nas goteiras e cair, será indenizado? MARIA LUíSA CARDOSO de OLIVEIRAButantãA Cia. do Metrô responde: "As infiltrações na Est. Trianon-Masp decorreram das obras de renovação das calçadas da Paulista, de responsabilidade da Prefeitura, em março, abril e maio. Removeram piso e contra-piso das calçadas e do canteiro central, e devido às chuvas durante a obra houve infiltrações na estrutura de cobertura da estação. Por não haver impermeabilização, a água infiltrou e saiu pelos mezaninos e salas internas. A calçada de ambos os lados, sobre a Est. Trianon/Masp, foi substituída. Mesmo com a manutenção, houve dificuldades na contenção da infiltração devido ao grande volume de chuva. As obras terminaram em junho, faltando apenas pequenas obras no canteiro central. A infiltração está controlada. A instalação da ventilação principal da Linha Verde está em andamento, com prazo de 2 anos para instalação total." Carta 19.739Metrô: estacionamentoEste final de semana (carta de 19/5) recebi um parente que há alguns anos não vinha a São Paulo. Fui recebê-lo numa estação de Metrô da linha norte-sul às 8h30 do sábado, e ele estranhou a lotação num sábado de manhã e os ?currais? em certas estações. Expliquei que isso se deve à quantidade de pessoas que usam o bilhete único, e hoje ele ligou dizendo que as coisas vão melhorar, pois o metrô de São Paulo vai ficar parecido com o de Tóquio. Não entendi nada, mas ele citou uma reportagem que lera, dizendo que vão testar o uso de ?empurradores de passageiros? para que ninguém impeça o fechamento das portas, impelindo-os para dentro do vagão, se necessário. Fiquei pasmo com o primarismo com que a Cia do Metrô tenta resolver uma questão de superlotação que se deve à falta de investimentos no sistema. Antes de adotar os ?empurradores?, eles deviam ter um serviço mais parecido com o de Tóquio, com a mesma qualidade e vagões novos, já que muitos vagões são ainda da época da inauguração. Também temos de pensar na questão cultural, porque uma coisa é ter empurrador em Tóquio, outra é empurrar as pessoas em São Paulo. O que querem com isso: melhorar o sistema ou criar situações sérias de atrito com os usuários? Se o Estado de São Paulo e o Município não têm dinheiro para investir em metrô, por favor, vão ao governo federal e peçam. Esta cidade precisa urgentemente de soluções consistentes, e não de experimentos. Se o metrô está mesmo envolvido com a melhoria da mobilidade no Município, será que alguém poderia me explicar por quê o estacionamento para veículos da Estação Belém foi transformado em pontos de venda de revendedoras de veículos? Esse estacionamento não era importante para estimular os motoristas a usarem o metrô?ALEXANDRE FORTE RODRIGUESCapitalA Cia. do Metrô responde: "Nas manhãs de sábado, a Linha 1-Azul circula com 28 trens e a intervalos de 167 segundos entre as composições. No dia 17/5 ocorreu uma operação especial na Linha 2-Verde para possibilitar a passagem do shield (tatuzão) nas obras da Linha 4-Amarela, provocando a interrupção na circulação de trens entre as estações Consolação e Clínicas, fato que repercutiu no serviço das demais linhas. Quanto aos ?empurradores de passageiros?, não utilizamos tal prática. Alguns funcionários testaram a utilização de luvas de forma inadequada, já que a orientação da companhia é para que esse acessório seja usado apenas em casos de acidente, resgate ou na hipótese de reparo nas portas dos trens. Com relação ao estacionamento da Estação Belém, o que ocorreu foi a transformação da área em um empreendimento comercial, com o objetivo de aumentar a receita não tarifária. Temos áreas com estacionamento nas Estações Carrão e Penha, na linha 3-Vermelha; Ana Rosa, na Linha 1-Azul; e Vila Madalena, na Linha 3-Verde. Estudamos a instalação de novos estacionamentos próximos às estações, em parceria com a Prefeitura de São Paulo."

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