Cartas

Carta 19.749Para isso pagamos INSSEm 15/11/04 , soube que tinha câncer de mama, sendo operada em 4/12. Não precisei fazer quimio nem rádio, mas tenho de tomar por 5 anos o remédio Tamoxefeno e tive seqüelas (não consigo movimentar o braço). Eu recebia benefício do INSS e pensei que seria aposentada, mas em fev/06 o médico perito do INSS disse que eu poderia ?até fazer topless na praia?, e cortou o benefício. Ninguém dá trabalho para uma mulher de 52 anos com problemas de saúde e entrei em depressão, pois tenho de sustentar uma filha e pagar a prestação da casa, no CDHU. Consegui na Justiça, depois de dois anos, recomeçar a receber o benefício em fevereiro, mas o juiz só autorizou seis meses. Ou seja, a partir de 6/8 terei de entrar com pedido de perícia e passar de novo por todo o sufoco que passei até agora.MARIA APARECIDA TRINDADETatuí/SP O INSS responde:"A segurada recebeu o benefício de 6/12/05 a 10/2/06 e de 11/9/06 a 2/12/06, tendo os outros pedidos indeferidos por não ter sido reconhecida sua incapacidade para o trabalho. Em 2/7/07, ela entrou com ação judicial pedindo o restabelecimento do auxílio-doença ou a concessão de aposentadoria por invalidez, e o juiz determinou reativação por 6 meses. O objetivo do auxílio é garantir o sustento do segurado enquanto estiver incapacitado para o trabalho, pelo período limitado ao surgimento da doença e sua recuperação. O perito verificou que a doença não a impede de trabalhar e os sintomas podem ser controlados com medicamento, sem ser preciso se afastar do trabalho."A leitora replica: Minha incapacidade não é temporária. Não dá para ficar tomando remédio para as dores que sinto quando me atrevo a tentar fazer um trabalho que exija força, movimentos repetitivos, calor de fogão ou apenas me segurar no ônibus. Quando o faço, as costas, no local da cirurgia, e o seio reconstruído incham. Já tive princípio de erisipela por ter guardado roupas na gaveta. A resposta do INSS prova que eles só visam o próprio interesse e não se preocupam com os doentes. Não adianta procurarmos os peritos do Instituto, porque eles nem nos ouvem. Saber que não vou mais me poder me mexer como antes é horrível. A saída que eu encontro para sobreviver é me aposentar por invalidez; a outra é morrer. Aliás, se isso ocorrer, certamente será um prazer para esse maldito instituto.Carta 19.750Direito de respostaEm ref. à carta do leitor José A. Lorente (Hospital excede barulho), o Hospital Fleury responde:"No dia 7, esta coluna publicou carta enviada ao jornal pelo sr. José A. Lorente em 9/5, ref. ao excesso de ruído provocado pelo equipamento de ar-condicionado das instalações do Hospital Fleury, em Higienópolis, onde reside o leitor. Na mesma nota consta a resposta da Secretaria de Subprefeituras. Lamentamos não termos sido contatados para que tivéssemos a oportunidade de relatar que, há três semanas, várias medidas foram tomadas em resposta à situação. Esclarecemos que tomamos conhecimento do assunto pelo próprio sr. Lorente, em comunicação enviada em 19/5 - portanto, dez dias após o envio da carta ao jornal. O leitor nos procurou após tentativas iniciais de contato com o condomínio do edifício, sem resposta. No dia seguinte ao recebimento da queixa, profissionais do Fleury contataram o leitor, visitaram a sua casa e iniciaram o processo de verificação/regularização do ar-condicionado. Após algumas medidas inciais que causaram sensível redução do ruído mas não a sua eliminação, optou-se pelo isolamento acústico total, programado para total instalação dentro dos próximos 60 dias. Todas as providências já tomadas, bem como as em andamento, estão sendo acompanhadas pelo sr. Lorente e foram relatadas em carta enviada ao secretário Andrea Matarazzo em 11/6. Enfatizamos que o Fleury, empresa reconhecida e premiada pela excelência no atendimento, com 82 anos de tradição, considera o respeito pressuposto essencial para estabelecer relações de confiança. E esse é sem dúvida um dos mais importantes valores da organização, que nos tornou uma das principais referências de medicina e saúde do País."NEWTON QUADROS -Diretor Executivo Fleury Hospital-DiaEscrevo para agradecer à Santa Casa de São Paulo. São pessoas como os funcionários desse hospital, dos faxineiros aos cirurgiões, que fazem jus e dão sentido à fama da instituição. Minha mãe foi lá internada em estado grave - e hoje (carta do dia 15) está totalmente curada. Agradeço aos médicos pela atenção, e ao hospital pelo atendimento.LEONARDO SAKIHAMA NAGATACapital

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