Cartas

Carta 19.754TV Sky tem alcance limitadoAssinei a TV a cabo Sky, mas foi ?presente de grego?. Com mais de 2 milhões de assinantes, sua programação é focada no Estado de São Paulo, só a Rede Globo transmite programação local na Sky. SporTV e canais de vendas divulgam endereços e telefones de SP, e Bandeirantes e Record não têm jornais locais do Rio. A Sky nem transmite o SBT. Já não basta a medição do Ibope ser feita em SP? A população de lá chega a 20 milhões - e os outros 160 milhões de brasileiros? A NET transmite a programação das TVs abertas; nem todos os lugares têm um bom sinal de TV aberta e, quem pode, assina a TV paga. Também mudaram o canal Brasil (TVE), e temos de passar pelos canais de filmes e sexo para chegar nele. Este ano temos eleições municipais, mas os candidatos do Brasil não terão espaço, teremos de ver os de São Paulo. Hoje assisti a um programa com candidatos do PTB-SP na Band e na Record. Espero que alguém tenha a coragem de acabar com esse monopólio. E fica aqui o alerta de um profissional de televisão com mais de 30 anos de serviços. A TV digital está aí, o governo gastou R$ 1 bi para ajudar as fábricas de conversores e muitos milhões são gastos na adoção do novo sistema. Não vamos deixar empresários cada dia mais ricos manipularem os nossos costumes sem agir. Lembro que o problema não fica restrito à classe mais favorecida, pois a mais pobre também está assinando a TV por assinatura. A população do Rio já sente o problema - e muita gente que conheço cancelou a assinatura. DANIEL ANDRADERio de Janeiro/RJA Sky responde: "Um dos nossos objetivos é atender aos clientes o mais prontamente possível. Uma funcionária contatou o sr. Daniel no dia 5 para esclarecer as questões apontadas. Não temos a menor ingerência na programação oferecida pelos canais, a operadora apenas retransmite a programação. E lembramos que a transmissão de canais abertos, com cobertura regional, pode ser recebida por antena convencional."Carta 19.755Resposta DiscoveryEm ref. à carta do dia 13 de Duclerc Dias Conrado, a Discovery Networks responde: "O conteúdo dos canais digitais da Discovery - Discovery Science, Civilization e Turbo - é composto por documentários e programas com customização lingüística mista, ou seja, estão na grade produções dubladas e legendadas. A dublagem é recurso utilizado em documentários densos, com imagens impactantes, possibilitando ao telespectador dedicar maior atenção ao foco do programa. O trabalho de customização lingüística é feito por uma equipe que busca oferecer o máximo possível de aproveitamento de cada uma das produções ao telespectador. Por isso, não adotamos um padrão único de customização: produções dubladas e legendadas alternam-se, para maior conveniência do telespectador. Contamos com a compreensão do leitor e estamos à disposição para esclarecer as dúvidas remanescentes, para satisfação da audiência." Represento meu filho de 4 anos e os amiguinhos dele que choram, reclamam e sentem falta da programação anterior do início de noite do Discovery Kids. O que fazer com as crianças que pedem para assistir Riary, Lazytown, Hi-Five, Clifford e Backyardigans na hora do jantar e antes de dormir? Peço à Discovery a volta da programação, ao menos em parte. GILBERTO CHAVES WEILERPinheiros As TVs abertas por ondas transmitidas por antenas, como as da Av.Paulista, são pagas por anunciantes, que pagam comerciais e financiam a rede. Não é o caso dos jornais e revistas, onde o anúncio custa menos. As verbas de propaganda são maiores nos veículos televisivos, para os segundos destinados a comerciais ou espaços de merchandising. Quando as TVs a cabo ou mini-parabólicas, codificadas por uma única empresa (monopólio) exibem comerciais, deixam de ter o direito de cobrar o absurdo que cobram dos assinantes, por ser financiadas pelos anunciantes. Creio que a tecnologia digital permite que cada assinante possa assinar somente aquilo a que quer assistir.JÚLIO MOLACapital Foi com muito prazer que recebi, esta manhã (carta de 28/5), um telefonema da Net restabelecendo todos os canais que me foram retirados sem prévio aviso. Mais uma vez constato a eficácia de reclamar no Estadão. Se mais pessoas fizessem isso, talvez o consumidor passasse a ser mais respeitado.ELISABETH MIGLIAVACCACapital

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