Cartas

Carta 19.794Discriminação é crime!Trabalhei numa empresa de telefonia celular, com um supervisor homofóbico, que fazia piadas sobre gays só nas reuniões em que eu estava presente, deixando claro que o problema era comigo. Saí da empresa em maio/07 por não mais agüentar a humilhação, e entrei com ação na Justiça, por discriminação, e testemunhas se ofereceram para depor. Para meu espanto e decepção, o juiz Homero Batista Mateus da Silva, da 88.ª Vara do Trabalho, TRT 2.ª região, Barra Funda, julgou a ação improcedente, dizendo não ser discriminação, apenas caso de ?brincadeiras de mau gosto?. Após essa sentença, sinto que nem o direito de procurar a Justiça o homossexual tem. Se um juiz que deveria punir quando provado que houve assédio moral o ignora, a quem recorrer? Nós também pagamos impostos e merecemos respeito. Não adianta falar bonito na tevê ou ir para a Paulista na Parada do Orgulho Gay se os tribunais também são preconceituosos. O homossexual tem direito a julgamentos corretos pela Lei; só assim, gays, lésbicas, bi e transexuais serão reconhecidos como iguais. Temos o direito de trabalhar em paz sem que ninguém nos coloque em situação desvantajosa.LUÍS DEPHAULA - CapitalA Ouvidoria do Egrégio TRT da 2ª Região responde:"Em 5/6, informamos que o leitor, pelo seu advogado constituído nos autos, poderá intentar Recurso Ordinário ao TRT, em 2.ª instância, para possível modificação da retro-sentença de 1º grau. Contatamos o sr. Luís em 6/6 e, por telefone, nós lhe transmitimos estas informações."Carta 19.795Título de engenheiroSou engenheiro industrial, formado pela PUC/RJ em 1958. Moro em São Paulo e estou em dia com o Crea (parcelamento negociado em 2007). Tentei me recadastrar, mas alegam que o visto está cancelado por falta de pagamento desde 1988. Procurei o Crea/RJ para confirmar a situação com o de SP, mas ao que parece eles não se comunicam. Uma pessoa disse que não posso me recadastrar porque o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia não tem a categoria de engenheiro industrial! Apesar de ter 50 anos de formado, não sou reconhecido como engenheiro industrial (termo que consta na carteira do Crea/RJ emitida em 26/4/62).ALCEU AMOROSO LIMA FILHOCapitalO Crea/SP responde:"Segundo o Crea/RJ, o profissional cumpre pagamento parcelado de pendências com o Conselho fluminense. Com base nessa informação, o leitor teve a situação perante o Conselho paulista regularizada, o que lhe permite atuar legalmente em todo o Estado. O recadastramento no Conselho paulista depende da análise do título de engenheiro industrial pelo Crea/RJ, segundo a Padronização de Títulos instituída pela Resolução 473/02 do Confea (é preciso que o Regional enquadre o profissional num dos títulos da tabela - engenheiro industrial civil, metalurgista, industrial mecânico ou industrial eletricista). A análise é feita com base no currículo cursado. Há muitos casos de cursos extintos há décadas, cujos CREAs têm dificuldade para obter currículos para fazer a análise de enquadramento de título, já que algumas escolas nem têm mais tais documentos."Dep. Controle e Diretrizes de Fiscalização Carta 19.796Perturbação da ordem Moro na Rua Japaraiquara, esq.com Lúcio de Arruda Leme, Vila Rio Branco, onde todas as noites travestis promovem baixarias verbais e atitudes atentatórias ao pudor, sem o menor respeito à vizinhança. Um terreno de esquina onde havia uma oficina mecânica foi transformado em drive-in, ilegal em ruas residenciais. Registrei uma dezena de denúncias no site da Prefeitura, e a resposta é que o estabelecimento já foi multado (comércio ilegal). Na denúncia ao Psiu consta que será investigado, mas ele deve é ser interditado. Não é possível que pessoas de bem que trabalham o dia todo tenham o sono prejudicado por esses delinqüentes, nem que crianças e jovens tenham de ver a exposição de corpos e atitudes obscenas e ouvir, em altos brados, as mais torpes expressões.SILVESTRE LEVI SAMPAIOVila Rio Branco O secret. Matarazzo responde:"A Sub Ermelino Matarazzo informa que o drive-in foi fechado no final de janeiro. No local foi montada uma oficina, em processo de regularização. Os fiscais do Psiu estiveram no local duas vezes, mas estava fechado. Eles voltarão nos próximos dias. A queixa de perturbação da ordem pública, foi enviada para a Polícia Militar."

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