Cartas

Carta 19.803O nosso péssimo diesel Acompanho a questão da má qualidade do diesel que a Petrobrás distribui no mercado, em que peritos verificaram que o teor de enxofre é infinitamente maior do que o distribuído em outros países (2 mil partes por milhão no Interior e 500 ppm nas capitais). Nos países de 1.º mundo, a quantidade de enxofre é de 50 ppm ou menos, quando o ideal é de 5 ppm. Em São Paulo principalmente, uma das cidades mais poluídas do País, esperamos ansiosamente por vento e chuvas para que haja dispersão dos poluentes; que se dispersam, mas vão para outros lugares. Passamos o inverno, o outono e a primavera rezando para que chova, na ingênua crença de que isso amainará a poluição - mas, passada a chuva, não se consegue respirar bem de novo. Nas capitais, que já sofrem com o trânsito caótico por falta de planejamento, também é alto o nível de enxofre, 10 vezes o de países desenvolvidos. Por que não filtrar o diesel nacional e eliminar/diminuir o teor de enxofre? Qual o custo disso? O custo em relação à saúde sabemos que é enorme. A Petrobrás, ?orgulho nacional?, nada faz: nos obriga a assistir comerciais com golfinhos nadando no azul claro e profundo, numa natureza exuberante. Quem dera! Até quando vai durar a irresponsabilidade da Petrobrás? E até quando seremos encarados como consumidores de 3.º mundo, ignorantes e ludibriados, tendo de ouvir que "o Brasil é auto-suficiente em petróleo e diesel" (de má qualidade)? MARIA EDUARDA VILLARES NOVAES PATERNOSTROPinheirosCarta de 3/4, enviada à Ouvidoria da Petrobrás, sem resposta.Carta 19.804Cartas sem resposta 1Gustavo Guimarães da Veiga (Morumbi) reclamou, em 27/5, do asfalto da Ruas Clementine Brene, desde a Ernest Renan, e Brig. Armando Trompowsky até Otávio Mangabeira, no Morumbi, e das lombadas, buracos e remendos malfeitos de um trecho da Armando Trompowsky. A CET não respondeu. Porphirio Gomes de Oliveira (Atibaia/SP), escreveu à coluna porque foi multado por avançar o sinal na Afonso Celso com Domingos de Morais, às 8h40 de 7/2. Ele trabalha na Rua Gal. Jardim, Vila Buarque e vem à cidade de ônibus fretado. O carro permanece em Atibaia de 2.ª a 6.ª feira e ele é o único que o usa. Recorreu duas vezes, ambas indeferidas. CET e DSV não responderam. Miriam Benayoun (Capital) reclamou, em 5 e 18/3, de multa que seu motorista recebeu em 21/2, por ter parado no acostamento da Castelo Branco, porque o marido da leitora estava passando mal. Ao perceber a gravidade do caso, o guarda garantiu que não os autuaria, mas olhou os documentos do carro e do motorista. A DER não respondeu. Francisco Antônio Bianco Neto (Paraisópolis), em 11/5, sobre o trânsito no Morumbi, onde as principais vias de acesso e circulação estão saturadas. Na Giovanni Gronchi, motoristas não respeitam as leis de trânsito e muitos carros, de moradores das favelas das redondezas, não têm condições para trafegar. Outro problema: a abertura de novas transversais à avenida, sem sinalização. Ele pediu mais sinalização e um programa de fiscalização, bem como um planejamento que estude o impacto dos novos empreendimentos no trânsito local. A CET não respondeu. Cacalo Kfouri (Capital), em 8/5, questionou a SM Transportes sobre as medidas (na época, apenas anunciadas pelo prefeito) de proibição da circulação de caminhões de mudança, valores e carga durante o dia. Para ele, ter de fazer mudanças à noite ou transportar o o dinheiro de bancos no período noturno, aumentaria o risco de assaltos e o barulho. O leitor sugeriu aos órgãos competentes retirar os veículos ?caindo aos pedaços? e multar motoristas que dirigem com carteira vencida. A carta foi enviada em 4/4 à CET, que respondeu que a resposta caberia á SMT. A SMT não respondeu. Vagner P. do Amaral (São Bernardo do Campo/SP), reclamou em 6/5 da Secretaira Municipal de Transportes da cidade. Ele vendeu um carro em 15/5/03 e documentou a transferência em cartório, mas em outubro do mesmo ano recebeu uma multa. Ele foi ao Poupatempo para comprovar a venda do carro e que a multa não era sua. Mas em 11/2 recebeu notificação de execução fiscal de multas do período de 2003 a 2006, em seu nome, referentes ao carro vendido, no valor de aproximadamente R$ 600. Ele procurou a SMT da prefeitura de São Bernardo do Campo, mas seu pedido foi indeferido, e um funcionário informou que é ele que deve pagar as multas. A prefeitura de São Bernardo do Campo não respondeu.

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