Cartas

Carta 19.810Em defesa do nosso metrôEm referência à carta Capacidade Esgotada, do dia 5, de d. Flávia da Silva, sou obrigado a sair em defesa do Metrô. Uso os seus trens diariamente às 7h30 e vejo que não há mais como atender a tamanha demanda. O problema está nos ônibus. Para ir da Praça Marechal Deodoro à Avenida Paulista (Trianon), pouco mais de 3 km, levam-se 40 minutos de ônibus - entre a espera por um veículo mais o trajeto demorado, por conta da superlotação dos ônibus (com inúmeras ?pausas? nos pontos, para que todos possam se espremer melhor). Ou seja, uma velocidade muito inferior a 10 km/h em um horário em que não há trânsito nesse percurso. Enquanto isso, de metrô, levo meia hora - com o ?detalhe? de que vou até a Sé, depois até o Paraíso, e finalmente até o Trianon - no que estimo uns 8 km. O Bilhete Único de fato revolucionou: faz caber dois corpos onde antes só cabia um. Multiplicaram as viagens, mas ?esqueceram? de multiplicar a oferta de ônibus. E quem paga o pato é o metrô, meio mais eficiente de transporte e praticamente de mesmo preço que os ônibus. No caso do trajeto mencionado, existem três linhas que o atendem (877T, 874T e 805L), mas são todas descoordenadas. O comum é que não passe nenhum ônibus durante 15 minutos e, de repente, vêm os três juntos, só piorando a bagunça. Isso já foi tema de carta minha nesta mesma coluna há quatro anos, mas nada foi nem é feito a respeito. Somente quando a Prefeitura puser em ordem o sistema de ônibus, com linhas e serviços racionais, é que o metrô voltará a respirar.ROBERTO WAGNERHigienópolisCarta 19.811Cartas sem resposta 3Wilma Filocreão Botelho da Cunha questionou a Previdência Social de Guarulhos, em 23/6, por não responder ao seu pedido de esclarecimentos, protocolado em 21/1, indagando se há prazo para uma resposta.O INSS não respondeu. Sérgio Hideki Kanomata pediu, em 24/6, uma resposta do INSS sobre a demora na análise dos pedidos de benefícios (revisão e paga de pecúlio) para José Matias dos Santos Neto. O INSS não respondeu. Valter Spirandelli (Osasco) escreveu em 23/6 para tentar resolver seu pedido de restituição de pecúlio. Em 1/4/06, ele recebeu aviso de concessão do pedido, mas o pagamento não foi liberado. O INSS não respondeu. Roseli Roberg (Valinhos), contou, em 9/6, que trabalha com um médico que faz perícias para o INSS. Quase todos os dias são entregues relatórios no posto central de Jundiaí/SP, mas a funcionária está em férias. Não é a primeira vez que ocorre não haver um responsável para receber o resultado das perícias. O INSS não respondeu. Eduardo Justo, funcionário de uma multinacional há 19 anos, se queixou ao INSS em 12/4 de que nos últimos dois anos ficou afastado devido a problemas de saúde ref. ao trabalho. E que, apesar dos laudos médicos que comprovam o seu estado, em abril ele já estava há 11 meses sem receber o benefício. "Que país é este em que o trabalhador passa a vida inteira pagando impostos e INSS, mas, quando precisa, não recebe nada?"O INSS não respondeu. David T. dos Santos escreveu em 17/4 dizendo que recebeu carta do INSS negando de novo o benefício. Ele passou por perícia em 27/3, quando já estava há 4 meses sem receber e sem poder trabalhar por problemas de saúde, razão que levou o INSS a pedir ao Detran a apreensão de sua CNH. Motorista há mais de 20 anos, ele nem pode trabalhar, nem recebe o benefício, nem é aposentado, e pediu ao menos a liberação da carteira. "Mesmo com a saúde debilitada, vou trabalhar, se é isso que eles querem", escreveu. O INSS não respondeu. Carlos Dias, em 1.º/5, pediu ao INSS que informe o n.º do protocolo do pedido do auxílio-doença de Romilson Aymores da Soledade, bem como a data certa do benefício concedido em novembro/06. O INSS não respondeu. Natalina Ayako Mizobe Nishiyama (Vila da Saúde) agradeceu à coluna em 4/5 por ter obtido resposta do INSS para o seu caso, mas reclamou da burocracia para resolver seu pedido de revisão de aposentadoria. O INSS não respondeu. Adelson Feitosa da Silva (Vila Feliz) se queixou em 26/6 de um problema com o INSS que vem desde 2005. Ele reclamou à Ouvidoria por não ter recebido o pagamento de 20 dias entre um benefício e outro e, desde então, sempre que liga, dizem apenas que ?a queixa está em análise?. O INSS não respondeu.

O Estadao de S.Paulo

19 de julho de 2008 | 00h00

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