Cartas

Carta 19.856 Matrícula para uma menina Em 17/7, fui à Secretária de Ensino de S. Caetano do Sul para matricular minha filha, Giovanna Carla Ramos de Oliveira, na 4.ª série do ensino fundamental. Ela estudava em Barrinha, onde morava com a mãe, e agora veio morar comigo, mas as aulas já começaram há uma semana e eu não consigo matrícula em escola de São Caetano (carta de 22/7). Disseram que uma assistente social viria em casa para comprovar que moramos no local, e no domingo 13 uma assistente me procurou. Como eu não estivesse, minha sogra a atendeu e ela disse que voltaria outro dia. Até quando a menina ficará sem aulas devido à burocracia? Já entreguei a documentação necessária: conta de luz e contrato de locação do imóvel em nome de minha mulher, certidão de casamento, certidão de nascimento da filha e seu histórico escolar. Saio de São Caetano às 6h e vou para Interlagos, para trabalhar. O expediente termina às 18h e chego em casa às 20. A que hora a assistente virá em casa? À noite ou de madrugada? Escrevo para mostrar como a burocracia prejudica uma criança que só quer estudar. EDSON PINTO DE OLIVEIRA São Caetano do Sul/SP A Diretoria de Educação São Caetano do Sul responde: "O pedido do sr. Edson, responsável pela menor Giovanna, foi atendido em 21/7 para a Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Flaquer. O leitor fez a inscrição na Diretoria de Educação para o Ensino Fundamental em 17/7." O leitor informa que o caso foi resolvido; a assistente visitou sua casa no dia 22/7 à noite. Carta 19.857 Falta de organização No domingo 13/7, fui com um grupo passear no Pateo do Collegio, e liguei antes para confirmar a que horas o local fecha. Um funcionário, de nome Rodrigues, disse que o museu ficaria aberto até às 16h30 para entrada, mas ao chegarmos, às 16h19, ele já estava fechado. O segurança disse só que ?fechou porque está na hora?. E, rindo, fechou a porta na nossa cara! Pensamos que ele iria buscar informações, mas ele reabriu a porta, nos olhou e fechou de novo. Em nova ligação, a informação foi que o museu fica aberto até 16h30. Ao perguntar o que ocorrera no domingo, o mesmo sr. Rodrigues disse que no dia excepcionalmente o museu fechara mais cedo, mas não disse a razão. FÁBIO ONUMA Aclimação A instituição responde: "Não temos nenhum funcionário de nome Rodrigues. Quem trabalha no Pateo do Collegio atende o público com educação e respeito, e jamais um nosso funcionário fecharia a porta na cara de alguém. O Museu Anchieta é fechado para a entrada de visitantes às 16h30. O Pateo do Collegio, do qual o museu é parte integrante, é de propriedade privada da Cia. de Jesus, e não da Prefeitura. Parece-nos que o leitor se equivoca em todos os itens da sua queixa." Estou indignada com a desorganização do Memorial da America Latina, onde no sábado 31/5 assisti à apresentação do VII Festival Nacional de Corais Infantis. Quando entrei no salão havia três filas, e ninguém para orientar onde eu deveria ficar (nos ingressos havia platéia A e B, pois o -palco é no meio do auditório, com platéias em ambos os lados). Depois de muita procura, encontramos dois funcionários, grosseiros e irritados; um deles, de camiseta preta, fumava tranqüilamente, jogando as cinzas no carpete. A orquestra tocava lindamente, as crianças cantavam maravilhosamente bem, e a regência de Roberto Sion e Henry Leck foi extraordinária, mas eles cantavam diante de uma parede de onde não viam a platéia e vice-versa. De onde sentei, eu só via a lateral das crianças e as costas de alguns músicos. Penso que venderam mais ingressos do que a capacidade de uma platéia e tiveram de abrir a outra, mas não pensaram que isso impediria a visão. Ao final do espetáculo, os funcionários disseram para sairmos logo, porque eles iam fechar. Um deles até pegou uma senhora pelo braço e a puxou pela rampa. Tentei pegar o nome, mas ninguém usava crachá. Ressalto que o espetáculo estava lindo, mas a organização foi péssima. EUGÊNIA TONIDANDEL Higienópolis O Memorial da América Latina responde: "O espetáculo de corais Gran Finale,. com a Orquestra Tom Jobim, foi produzido e dirigido pela Gran Finale Produções Musicais, por meio de uma parceria e cessão de espaço entre esta fundação e a orquestra. Excepcionalmente, os serviços de produção e recepção naquela noite estiveram a cargo da produção do evento. Lamentamos o ocorrido e informamos que tomaremos as devidas providências."

O Estadao de S.Paulo

10 Agosto 2008 | 00h00

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