Cartas

Carta 19.897 Desrespeito à lei do silêncio Quase 1 hora da madrugada (carta de 17/6), e não posso dormir por causa da baderna dos freqüentadores de dois bares da Av. Moaci, em Moema. Após chamar a PM e esperar na porta pela chegada dos policiais, sempre solícitos, o som alto de um carro foi desligado. Serei obrigado a chamar a polícia para poder dormir nos finais de semana? Luto contra essa situação há 5 anos, com períodos de calma quando consigo que o Psiu entre em ação (em geral ao escrever para o Estadão, como há 2 anos). Como a queixa feita pelo 156 não surtiu efeito, envio-a para a coluna. EVALDO VALENTE GUIMARÃES Moema A Prefeitura responde: "A Sub Vila Mariana informa que os dois bares têm o Termo de Consulta de Funcionamento em análise e foram multados em R$ 26 mil pela sub em jul/07 por desrespeito à lei da 1 hora. O Bar HP teve mesas e cadeiras apreendidas, por uso da calçada, e foi multado em R$ 500. Fiscais do Psiu lá estiveram em 12/6 e constataram ruído alto. O técnico quis marcar medição na casa do leitor, que esclareceu que não é o ruído dos bares que o incomoda, mas os carros estacionados na rua. Assim, enviamos a queixa para a PM e a CET." ANDREA MATARAZZO - secret. subs O leitor diz que não é bem assim, pois informou ao fiscal que, além dos carros com som alto ligado, os bares continuam a funcionar depois da 1 hora, com cadeiras na calçada. O fiscal prometeu marcar nova visita na madrugada do sábado, mas não o fez. Diz o leitor: ?Não é preciso enviar a queixa à PM, pois ela atende prontamente?. Carta 19.898 Atendimento 156 É impressionante a demora do serviço 156 da Prefeitura. E não pode mesmo funcionar, já que atende a todas as secretarias municipais, como Assistência e Desenvolvimento, Saúde, Coord. das Subprefeituras, Habitação, Gestão, Deficiência e Mobilidade Reduzida, Participação e Parceria, Governo Municipal, Finanças, Educação, Trabalho, Verde e Meio Ambiente, Superv. das Juntas do Serviço Militar, Empresa de Urbanização, CET, SPTrans e Cohab. Na CET, p.ex., quando se consegue comunicar uma irregularidade, o recado demora a chegar aos fiscais, já que os marronzinhos não têm rádio. O cidadão, que paga impostos, gasta um tempo enorme para falar com os setores da administração. Canal de comunicação existe, mas está sucateado e é ineficiente. DÉCIO HERNANDEZ Di GIORGI Bela Vista A SM de Gestão responde: "Trabalhamos para promover a qualidade dos serviços da Central 156 com aumento dos postos de atendimento e maior oferta de serviços. Em 2005, a Central tinha 260 pontos de atendimento e 560 operadores; hoje, são 350 pontos e 838 atendentes, que se revezam para garantir atendimento 24h/dia nos 7 dias da semana. Estão disponíveis cerca de 80 serviços, com orientação sobre 3.500 temas do âmbito da administração. Outro fator a considerar é o papel ativo na comunicação com os cidadãos, com 15 mil lig/mês pelo sistema call back, em que a Central retorna a ligação ao cidadão. Desde que o serviço 156 passou a ser gratuito, em jan/07, a média de ligações mensais passou de 300 mil para 1,2 milhão. Devido ao aumento da demanda, e mesmo com mais operadores, as linhas podem ficar congestionadas, com fila de espera. Se isso ocorrer, lembramos que o 156 opera 24h/dia, para informações/abertura de pedidos. Podem-se também pedir infos ou serviços pela net, no Serviço de Atendimento ao Cidadão (http://sac.prefeitura.sp.gov.br). A Central contatou o leitor para averiguar a queixa e lhe prestar esclarecimentos." O leitor comenta que, "por mais que a Prefeitura se esforce por se esquivar do problema com números, a ineficiência perdura". E completa: "Que pena que o recém-assinado decreto do presidente Lula sobre o atendimento dos call centers não se aplique a esse serviço e a tantos outros que precisam de urgente agilidade e eficiência". Se o Município fosse multado a cada vez que o cidadão perde seu tempo ao telefone, melhoraria o serviço, vital para o bom funcionamento da cidade, completa ele. Agradeço o envio da minha queixa, sobre a reforma de uma casa na Rua Sucuriú que, presumi, seria para uso comercial, para a Sub Pinheiros . Ainda bem que a verificação foi feita antes que a reforma acabasse; resta saber se a obra está parada ou foi embargada. Como ela foi autorizada para uso residencial, segundo o subprefeito, nós, moradores da rua, vamos acompanhar o caso, zelando para que as leis do zoneamento sejam respeitadas. CARLOS ALBERTO BANDEIRA BERÉA Alto de Pinheiros

O Estadao de S.Paulo

28 Agosto 2008 | 00h00

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