Cartas

Assaltos na região do Glicério Todos os dias, entre as 17h30 e as 20 horas, um grupo de aproximadamente dez adolescentes promove um verdadeiro "arrastão" nos veículos que trafegam pelo Viaduto do Glicério, em direção à Radial Leste, no sentido bairro. Eles esperam o trânsito parar, invadem a pista e começam a quebrar os vidros dos motoristas para roubar. Cansei de ligar para o 190. Sabendo que os assaltos ocorrem diariamente, por que a Polícia Militar não põe uma viatura nesse trecho? Essa alça de acesso à Radial Leste é utilizada todos os dias por milhões de pessoas. Quando vão tomar alguma providência? FERNANDO FERRAGINO São Paulo A assessoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo esclarece: A região do Glicério se trata de uma Área de Interesse de Segurança Pública e diuturnamente permanece estacionada a Base Comunitária Móvel M-11477 na Rua Doutor Lund com a Rua do Glicério. Há também a Operação Glicério, medida composta por uma equipe de policiamento ostensivo (a pé e com motocicletas), com apoio de mais duas viaturas, que efetua abordagens nas imediações, com objetivo de coagir principalmente os delitos conhecidos como "quebra vidro". Nessa região estão sendo realizadas operações conjuntas com a Guarda Civil Metropolitana, com fiscais da da Prefeitura munidos de caminhão e guincho. Consultado o banco de dados do Sistema de Informação Criminal (Infocrim), verificou-se que, em agosto, foram registradas 51 ocorrências de furto na região e, até o dia 26 setembro, 29 casos. Espaço público Durante quatro semanas, os freqüentadores do Parque da Água Branca aturam a invasão do 12.º Revelando São Paulo, que reduz área útil do parque. Quem o freqüenta tem de enfrentar, nesse período, uma multidão, falta de higiene com os "alimentos" expostos ao ar livre, a imundície e o caos no trânsito. Quem tem bom senso perceberá que o parque não comporta 1,5 milhão de visitantes nesses 11 dias (carta de 22/9). A Secretaria Estadual da Cultura e a ONG Abaçaí Cultura e Arte (realizadores do evento) deveriam fazê-lo no Sambódromo, lugar sub-aproveitado. GUTO PACHECO São Paulo Revelando São Paulo responde:As ações do evento ocorrem além dos limites do Parque da Água Branca (Largo do Paissandu, Avenida São João, Freguesia do Ó, Memorial da América Latina). O público é composto por pessoas de todas as classes e todos os segmentos sociais. O evento está inserido no quadro de ações da Unesco, dentro do programa Por uma Década de Cultura de Paz. O descuido com o lixo está sendo trabalhado por nós de forma insistente, com resultados surpreendentes. Para minimizar os impactos no trânsito, encaminhamos à CET as sugestões dos moradores das proximidades do evento. O Pólo Cultural Anhembi (Sambódromo) foi descartado como local para realizar o projeto, porque não é acessível para a maioria dos cidadãos. Estimulamos convivência respeitosa com as diferenças, valorizando a diversidade. Entendemos que o leitor não queira participar do evento. É louvável que as pessoas sejam zelosas pelos espaços públicos que freqüentam, mas não devem tentar tomar posse dele. Já que eles devem servir a todos os cidadãos, sem distinções. TONINHO MACEDO, diretor Cultural da Abaçaí Cultura e Arte, criador e diretor Artístico do Revelando São Paulo Quem cuida da Terra? A Petrobrás respondeu minha carta (publicada em 17/7 e respondida em 21/8), mas não convenceu. Diz que toma providências para melhorar a qualidade do óleo diesel - a taxa de enxofre é de 500 partes por milhão (p.p.m.) nas cidades e 2 mil p.p.m. no interior. E põe a culpa na burocracia dos órgãos federais no atraso de suas ações. Apesar de se preocupar com o meio ambiente e com a qualidade de vida da sociedade civil, ainda faz pouco em relação aos recursos financeiros e matérias-primas existentes nas bacias petrolíferas do País. A companhia não explicou por que, nos países desenvolvidos, é possível filtrar o óleo diesel e baixar a taxa de enxofre para 50 p.p.m. (a meta é de 10 a 15 p.p.m.). A Petrobrás já se adiantou à Resolução 315 do Conama, de 2002, quando desde 1982 adicionou etanol. Desde 1994 retirou o chumbo tetraetila da gasolina e este ano iniciou o programa do biodiesel. Por que não investe em alta tecnologia de filtragem do enxofre do diesel, a meta de fornecer o diesel 50 p.p.m. para veículos com tecnologia P6 em 2009 não contempla toda a frota. A qualidade dos combustíveis é um dos fatores de poluição ambiental. MARIA EDUARDA V. N. PATERNOSTRO São Paulo

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