Cartas

?Cura milagrosa? no INSS Estou em auxílio-doença previdenciário há seis anos e seis meses. Passei por 23 perícias. Na de março de 2005, um perito indicou invalidez, mas internamente outro funcionário rasurou o pedido. Contribui para a Previdência por mais de 15 anos. No ano passado, li uma carta sobre o assunto no Estado e vejo que as curas "milagrosas" continuam. Peritos não lêem relatórios, fazem exames sem saber detalhes da doença, não acatam as sugestões dos especialistas, humilham o segurado pedindo que tire a roupa durante as perícias, debocham, sugerindo que o segurado não quer voltar a trabalhar... A médica do Trabalho e todos os outros especialistas com quem faço tratamento não me deram alta, mas o INSS, sim. Recorri e o pedido foi indeferido. Fiz três queixas na Ouvidoria e não me responderam. E depois divulgam que a demora no atendimento caiu em 45%! Pudera, com tanta alta! DENISE RIO DINARDI São Paulo O INSS responde: A segurada esteve em auxílio-doença no período de 6/4/2002 a 10/9/2002 e de 19/10/2002 a 27/8/2008. Por meio de um Pedido de Prorrogação (PP) e de um Pedido de Reconsideração (PR), em 26/8 e 10/9 deste ano, ela contestou a cessação do benefício. A perícia médica avaliou que a segurada havia recuperado a capacidade para o trabalho. A leitora poderá recorrer dessas decisões por um pedido de recurso à Junta de Recursos da Previdência Social, no prazo de 30 dias contados da data da ciência da segurada. MAGALI LEME, assessora de Comunicação Social do INSS em São Paulo Dupla taxa Em agosto de 2007 fui renovar meu passaporte. Segui as instruções do site da Polícia Federal, mas não consegui imprimir o boleto. Para não perder o agendamento, anotei o código de barras e fiz o pagamento pela internet. No dia marcado, o agente federal exigiu o boleto pago com os dados impressos. Paguei de novo com o novo número que ele me deu. Pedi reembolso na central da Polícia Federal na Lapa em 9/11/07 e até hoje não recebi nada. ISRAEL URI BEHAR São Paulo A Polícia Federal não respondeu ao jornal. Profanação É vergonhoso o estado de abandono e o descaso do Cemitério Quarta Parada. A ação freqüente de bandidos deixa jazigos destruídos. É perigoso até de dia, por causa dos assaltos. Faltam também manutenção e limpeza. ARI GIORGI São Paulo O Serviço Funerário Municipal de São Paulo esclarece: A autarquia, em conjunto com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), tem atuado de todas as formas possíveis para coibir casos de vandalismos e furtos nos cemitérios da capital, mantendo vigilância diuturna e rondas a pé e motorizadas. Estão em andamento as adaptações desses locais para a instalação de câmeras de monitoramento eletrônico. No Cemitério da Quarta Parada, houve a diminuição de ocorrências em 70%, comparando-se ao mesmo período de 2007. Em 2008, foram detidas oito pessoas flagradas na prática de furtos naquele local. Não há nenhuma comunicação de assaltos. Mantemos uma empresa terceirizada para os trabalhos de manutenção e pintura. Barulho e bagunça Após 30 anos de paz e segurança, os moradores do Jardim Panorama perderam o sossego com as obras do condomínio Cidade Jardim. Entendo que empreendimentos trazem benefícios, inclusive sociais. Quem mora na Rua Armando Petrela sofre com o barulho das máquinas pesadas, com a poeira e a poluição. Enquanto isso, recebi em casa um comunicado do Psiu enquadrando minha mãe, uma senhora de 70 anos, como perturbadora do silêncio urbano (?!). Outro problema é tráfego de veículos, prejudicado por causa do fluxo de carga e descarga da obra. GUILHERME VILLAÇA São Paulo O Psiu responde: Vistoriamos o local em 15/9 e se constatou que o ruído estava dentro dos limites estabelecidos pela legislação. O engenheiro responsável pelo lugar foi orientado sobre a Lei do Silêncio Urbano. Se o problema persistir, pedimos que nos avise para que uma nova vistoria seja feita. ANDREA MATARAZZO, secretário das Subprefeituras O leitor gostaria que fosse feita inspeção de dentro da casa da mãe dele, e que explicassem por que o tráfego é prejudicado. São esperados em Santos mais 232 immigrantes, vindos pelo vapor ''Amstelland''.

O Estadao de S.Paulo

04 Outubro 2008 | 00h00

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