Cartas

Restrições à meia-entrada Em 3/9 fui ao Clube Atlético Aramaçan, em Santo André, e comprei ingressos para o show do grupo Roupa Nova, que ocorreu em 12/9. Os ingressos para a pista custaram R$ 40, mas eles não vendiam meia-entrada para nenhum setor. Sou estudante e, ao perguntar o porquê, a resposta foi que o preço era promocional. Isso é correto? Porque, se estiverem corretos, ninguém mais precisaria aceitar carteirinha de estudante. Seria só estipular o valor do ingresso e dizer que é promocional. EDUARDO ASENCIO Santo André O Procon-SP responde: De acordo com a Lei Estadual 7.844, de 13/5/92, estudantes regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino fundamental, médio e superior (público ou particular) têm o direito de pagar meia-entrada do valor cobrado para o ingresso nos seguintes locais: casas de diversão, de espetáculos teatrais, musicais e circenses, em casas de exibição cinematográfica, praças esportivas e similares das áreas de esporte, cultura e lazer no Estado de São Paulo. A meia-entrada deve ser concedida sobre o valor efetivamente cobrado, ou seja, aquele praticado para o público em geral após todos os descontos concedidos, portanto o sr. Eduardo tinha direito de adquirir o ingresso pagando meia-entrada sobre o preço promocional. O leitor pode comparecer a um dos postos do Procon-SP, munido do comprovante de compra do ingresso no valor cheio e da carteira de estudante, a fim de pleitear a diferença do valor pago. Esclarecemos também que a prática de limitar dia, hora, local e meio para aquisição de ingressos de forma diferenciada aos estudantes é considerada abusiva. Golpe da assinatura Em abril fui abordada em frente da faculdade, na Barra Funda, por um rapaz que se apresentou como representante do Clube do Teatro Brasil. Depois de alguns minutos de abordagem sobre todas as vantagens em ser associada do clube, como peças teatrais gratuitas, tanto para mim como para acompanhantes, apenas por R$ 29,90, mais R$ 10, que deveriam ser pagos a ele, por prestar o serviço, aderi ao clube. A informação foi de que a promoção duraria até junho, quando eu receberia um novo boleto e, caso não quisesse mais ser sócia, poderia simplesmente ignorá-lo e, automaticamente, estaria cancelada a assinatura. Em junho chegou boleto para renovação do contrato e, como queria cancelar a assinatura, não o paguei. Em agosto recebi cobrança no valor de R$ 98,97, com aviso de que eu estava em débito com as duas parcelas anteriores (de junho e julho). Entrei em contato por telefone com um funcionário e fui muito mal atendida. Ele insistiu que a informação fornecida estava errada e que eu deveria ter lido o contrato que consta no final da revista e pago os boletos. Como ler o contrato, se eu não recebi a revista no momento da contratação? Ao chegar em casa, procurei o contrato na revista e identifiquei que as informações fornecidas por esse senhor estavam corretas, mas não concordo em arcar com essa despesa, pois me sinto totalmente lesada e enganada, uma vez que, no momento da contratação, não foi essa a informação que obtive do vendedor. Hoje entendo que eles fazem qualquer coisa para adquirir associados, inclusive ludibriá-los, como foi o meu caso. Se a cobrança no valor de R$ 98,97 é por causa da utilização que eu possa ter feito dos ingressos, que não é o caso, posso simplesmente devolver as revistas ao clube e provar que realmente não os utilizei. Desta forma, quero deixar registrada minha insatisfação e solicitar que o Clube do Teatro Brasil se manifeste em relação a minha queixa, pois até hoje recebo boleto de cobrança. LÚCIA FRAGOSO São Paulo O Clube do Teatro não respondeu ao jornal. No site (http://www.clubedoteatrobrasil.com.br/duvidas.html) , eles explicam que as regras para cancelar a assinatura estão no artigo 4.º na página 14 da revista, mas não há acesso a ela no site. Demolição de viaduto A população será prejudicada com a demolição do Viaduto Diário Popular, porque diversas linhas de ônibus o utilizam para acessar o Terminal Parque D. Pedro II, principalmente as que vêm da zona leste. Infelizmente o transporte coletivo, o maior beneficiário do viaduto, ficou em segundo plano porque a região não suportará a mudança que será realizada no local, já saturado de veículos que têm como destino as Avenidas Senador Queirós e do Estado. Agora, se alguém acha que o viaduto não liga nada a coisa nenhuma, é porque não utiliza o transporte coletivo. JOEL LOURENÇO São Paulo

O Estadao de S.Paulo

05 Outubro 2008 | 00h00

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