Cartas

A lei do silêncio na favela Socorro! Eu não agüento mais todo final de semana o barulho infernal de música no último volume que vem da Favela Paraisópolis. Moro na Avenida Giovanni Gronchi e a favela fica atrás do meu prédio. Não adianta ligar para o 190, o atendente pede o nome da rua e o número exato do local. Perguntei ao soldado que me atendeu como ele queria que, às 22h45, eu entrasse na favela para verificar as informações pedidas. Ele respondeu que esse tipo de ocorrência não é prioridade e que, sem os dados exatos, ele não poderia fazer nada. Todos os finais de semana é a mesma coisa e não há o que fazer! A lei só vale para alguns cidadãos? A lei do silêncio não vale na favela? Será que a Prefeitura não poderia fiscalizar os bares e as boates que ficam dentro das favelas? PATRICIA LOBÃO PERES São Paulo Paraisópolis é a segunda maior favela da cidade, com área em duas subprefeituras: Butantã e Campo Limpo. Periodicamente são realizadas reuniões com os moradores da comunidade para orientação quanto ao nível de ruído permitido. As duas subprefeituras foram informadas sobre o barulho emitido no interior da favela e se reuniram com agentes do Psiu para ver o que poderia ser feito. No dia 19/9 foi feita uma ação fiscalizatória na região, que resultou em três bares intimados a apresentar licença de funcionamento na Rua Ernest Renan. Outros dois estavam fechados no momento da vistoria. Um bar foi multado por excesso de ruído na Rua João Avelino. Peço à senhora que, caso o problema persista, nos informe. ANDREA MATARAZZO, secretário das Subprefeituras Fim do estoque Há mais de um ano (depois de entrar na Justiça) recebo o medicamento Somavert, indispensável à minha saúde, da Secretaria da Saúde todos os meses. Mas em 5/9, ela não tinha. Ligo todos os dias e sempre informam que "estão comprando" (carta de 25/9). Tomo metade da dose recomendada para não ficar sem. Por que esperam terminar o estoque? ANA MARIA F. RIBEIRO ROCHA São Paulo A Secretaria de Estado da Saúde teve uma falta pontual do medicamento Somavert por causa da mudança no sistema de sua venda. O produto, antes importado, passou a ser comercializado no País. A situação já está normalizada e o medicamento, disponível para todos os pacientes. Sem serviço básico Há 20 dias (carta de 15/9) comunico diariamente à Sabesp sobre a falta de água durante o dia e a falta de pressão/vazão durante a noite em casa, na Rua Almirante Soares Dutra, no Jardim Viana. Meus vizinhos também reclamam. Já abri dois pedidos na Ouvidoria, que não dá nenhum prazo para solucionar o problema. MANUEL A. GARCIA São Paulo Tal situação é decorrente da expansão imobiliária na região, tornando a rede de distribuição de água local insuficiente para atender à demanda local. Para melhorar a capacidade da distribuição de água na região, a Sabesp executará obras de substituição da atual rede de distribuição de água por outra, com maior diâmetro e mais adequada para o abastecimento de água na área. A conclusão dessas obras deverá ocorrer até março de 2009. MILTON DE OLIVEIRA, superintendente da Unidade de Negócio Oeste Reserva de lugar na areia A Justiça Federal proibiu a reserva de espaço na areia pelos condomínios na Praia das Astúrias, no Guarujá, com o intuito de permitir a sua livre utilização. Grande iniciativa! Questiono por que a Justiça Federal e o Ministério Público não se preocupam com o livre acesso da população às praias do Sítio São Pedro, de Iporanga, de Tijucopava entre outras, que, simplesmente fecharam as suas vias de acesso? Onde está o direito consagrado na Constituição Federal de ir e vir nessas vias que são públicas? Mais públicas ainda são as praias, que são de domínio da Marinha do Brasil. Sem assumir posição a favor ou contra essa medida, e, conforme o excelente matéria publicada no Estado (Justiça proíbe condomínios de reservar lugares na areia, 15/10, C8), é inegável que os condomínios empregam muitos funcionários nessa atividade e que o IPTU de Guarujá é um dos mais altos do País. Como será fiscalizada essa medida? Pela prefeitura, pelo Estado? Espero que a Justiça seja aplicada igualmente a todos! ALFREDO HO São Paulo

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