Cartas

Buraco perigoso Desde o dia 5 de outubro, percebi uma abertura profunda em frente a minha casa, na Rua Emílio Monassa, no bairro Freguesia do Ó. Contatei a Sabesp, porque se tratava de um vazamento de esgoto. Formou-se um sulco na terra, embaixo do asfalto, pondo em risco a integridade física de todos que passam pela rua e de minha família. O vazamento também está afetando a estrutura do imóvel. No dia 6 de outubro, os vizinhos disseram que uma equipe da Sabesp foi ao local. Mas eles não contataram ninguém de minha família. No dia seguinte, telefonei para a Sabesp e me informaram que foi aberto novo protocolo para que pudessem rastrear o vazamento e que eu teria de aguardar uma resposta até o dia 9. Nesse dia, como a abertura estava enorme, profunda e perigosa, contatei-os às 19 horas. Responderam que o caso seria prioridade. A situação estava tão grave que não era possível tirar o carro da garagem. No dia 10, telefonei novamente à empresa e disseram a mesma coisa. Os funcionários da Sabesp esperam que alguém morra ou que a casa desmorone para tomar alguma providência? No dia 16 resolveram o problema do vazamento, mas o buraco continuou lá. VALDINÉIA LUBIANCO São Paulo A Sabesp informou que, no dia 16 de outubro, técnicos da empresa repararam o ramal de esgoto e fizeram a reposição do pavimento, solucionando o problema apontado. JOSÉ JÚLIO PEREIRA FERNANDES, superintendente Unidade de Negócio Norte da Sabesp A leitora informa que o buraco foi fechado somente no dia 23 de outubro. Impossível não vê-los Como é possível haver tantos estacionamentos clandestinos na cidade e a Prefeitura não vê-los? Esses lugares não exibem a placa exigida por lei, como o nome da seguradora e o número da apólice - na verdade, não fazem seguro de nenhum tipo. Não têm sistema informatizado (requisito exigido pelas seguradoras). Também não emitem recibos nem notas fiscais. Não dispõem de segurança 24 horas ou extintores de incêndio. Os donos geralmente gerenciam esses estacionamentos com muita rigidez. São muito exigentes em relação ao jeito como o cliente deve estacionar o carro. Por exemplo, para que o veículo fique espremido contra outro, eles não querem que deixem muitos espaços entre os carros. O que aumenta a receita do negócio e as chances de portas riscadas e amassadas. Como os donos desses lugares têm a coragem de arrebanhar o patrimônio de tanta gente num recinto irregular, com o risco de assalto ou incêndio? E como o consumidor aceita? Onde está a fiscalização? O problema é algo bem visível em bairros como o da Vila Prudente. Por mês, 40 carros multiplicados por cerca de R$ 100 dariam bom valor de Imposto Sobre Serviço (ISS). MICHEL DORETINO São Paulo Pedestres têm vez? Moro no bairro Chácara Califórnia, próximo à Avenida Aricanduva, na altura do n.º 500. Ao retornar do trabalho, desço na Estação Penha do Metrô e caminho até minha casa. Preciso atravessar a Avenida Aricanduva, mas a tarefa não é fácil, pois preciso passar por quatro pistas, duas no sentido centro, duas no sentido bairro e mais dois cruzamentos. No cruzamento há semáforos para pedestres, mas o tempo para cruzar as quatro pistas é insuficiente. Primeiro é preciso atravessar a primeira rua e ficar no canteiro entre uma pista e outra, esperando. Depois, terminar o trajeto andando rápido. Mesmo assim, é difícil conseguir atravessar a rua, pois o tempo fornecido pelo semáforo é insuficiente. Todos os dias há agentes da CET nesse ponto da avenida, por causa do grande fluxo de veículos, mas ninguém parece perceber esse problema. VANUZA M. SOUZA São Paulo A CET informa à leitora que fez vistoria no cruzamento indicado e constatou que a programação dos tempos semafóricos e os tempos de "verde" para a travessia de pedestres estão dentro dos padrões de segurança seguidos pela companhia. A Avenida Aricanduva tem seis faixas de rolamento em cada sentido, o que torna a travessia de pedestres muito longa. Por isso foi programada para ser realizada em duas etapas, um sentido por vez. Porém, apesar do grande volume de veículos que circulam na avenida, principalmente nos horários de pico, as equipes de manutenção fazem alterações momentâneas, quando necessário, inclusive aumentando o tempo para a travessia de pedestres, uma vez que o controlador do semáforo desse cruzamento está em comunicação online com a central de controle de semáforos da CET.

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