Cartas

Tormento diárioNa Rua Nicolau Alayon, 441, encravada no bairro de Interlagos, está a sede da Indústria Sanval, que se instalou antes de o bairro passar para área estritamente residencial. Até aí, nada de errado. A empresa, porém, atormenta os moradores há anos com ruído agudo e constante de máquinas que operam dia e noite, sem parar. O barulho é tamanho que é possível ouvi-lo a três quadras de distância! Psiu, Cetesb, Secretaria da Habitação, socorro! A Sociedade dos Benfeitores de Interlagos já esteve na subprefeitura em outubro de 2007, registrou a queixa, recebeu promessa de correção e até agora nada foi feito.PETER CHRISTIAN STEINHOFFSão PauloO Secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, responde que o bairro de Interlagos não está esquecido. Quanto à reclamação, como esta foi a primeira queixa que o Psiu recebeu sobre a empresa, diz, a legislação determina que seja enviado um comunicado para os responsáveis, orientando sobre a reclamação e as leis do silêncio. Geralmente, este comunicado costuma resolver a questão. Porém, se o problema persistir, o secretário pede que o leitor o avise imediatamente, para que seja marcada uma vistoria.O leitor contesta: O problema de ruído excessivo da Indústria Sanval persiste e a Subprefeitura de Capela do Socorro está informada desde outubro de 2007. Cada dia que passa é um tormento interminável para quem não consegue dormir com o barulho. Novamente agradeço e conto com uma solução rápida e definitiva para esse problema, que já se arrasta há mais de um ano.Golpe da TelefônicaEm dezembro de 2007 cancelei uma linha de telefone e o serviço Speedy da Telefônica. Após não receber as contas nos meses de janeiro, fevereiro e março, em abril recebi uma conta no valor de R$ 103,22. Entrei em contato com a empresa e fui informado de que, em vez de cancelada, minha linha tinha sido deixada inerte por três meses e religada automaticamente. De novo, informaram que iriam cancelar os serviços definitivamente. Mas, em outubro, recebi outra conta de R$ 93,67, sem informações sobre a que se referia. Descobri, após entrar em contato, que se tratava da cobrança do cancelamento feito em abril. Alerto a todos os assinantes da Telefônica que, ao pedir o cancelamento do serviço, anote o protocolo, a data, o nome do atendente, para que não seja surpreendido por religação sem autorização, como no meu caso!JOSÉ EDISON FRANZESão PauloA Telefônica informa que a situação do sr. Franze foi regularizada sem ônus financeiros para o cliente. A empresa lamenta e pede desculpas pelos transtornos causados.Leitor contesta: ao receber o e-mail acima, liguei para a Telefônica e me informaram de que não havia nenhuma dívida. Porém, em 15/10, recebi uma carta com o título Recupere o seu crédito, pagando R$ 100,45, como dívida atualizada, ou R$ 93,67 à vista, ou duas parcelas de R$ 46,83. Contatei-os e a funcionária só soube dizer que o débito estava em aberto. Quando mencionei a resposta recebida pela coluna e por mim, ela respondeu que não tinha como contatar a assessoria de imprensa e não poderia fazer nada. Ou seja, ou pago o que pedem ou meu nome vai para a Serasa. Tarde demaisJá faz tempo que reclamo à Subprefeitura do Butantã sobre uma obra na Avenida Martin Luther King, na altura dos números 2.236 e 2.310. Funcionários da obra enchem a calçada de areia e pedra, impedindo a passagem de pedestres, que têm de andar pelo meio da rua ou atravessar para a outra calçada. A subprefeitura deu o prazo de 1 a 40 dias para ir ao local. Mas até o dia 14/10, nada. Em 40 dias é possível terminar uma obra, ou seja, o prazo é absurdo. Não é à toa que se consegue construir sem aprovação da Prefeitura. Enquanto isso, minha família é obrigada a se expor ao perigo de andar pelo meio da rua.ALEXANDRE MENDES PINHEIROSão PauloO assessor executivo de Comunicação da Subprefeitura do Butantã, Jair Balla, esclarece que: segundo informações da Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da subprefeitura, em vistoria realizada no local, em 23/10, não foi constatada a existência de materiais de construção ou entulho em passeio público. No entanto, a obra será mantida sob vigilância, a fim de evitar ocorrências desta natureza.O leitor contesta: Não foi encontrado nada mesmo, a obra já tinha acabado! Mas eles chegaram a interditar toda a calçada com faixas para fazer a calçada deles. Chega a ser ridículo o descaso.

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