Cartas

Tudo em vão?Sou aposentada, tenho 67 anos e sou viúva há 30. Há uns três anos entrei com uma ação de revisão de minha pensão. Recebi uma carta do Juizado Especial Federal informando que meu processo foi julgado e a ação, deferida. Para fazer valer a sentença eu teria de ir até o referido órgão no prazo de 30 dias, levando um tal de "NB". Não havia maiores explicações nem telefone ou site para informações. Isso já demonstra a falta de respeito com que o governo trata o idoso no Brasil. Apesar da dificuldade, não desisti e fui até lá. Ao chegar, com todos documentos, descobri que "NB" é o número do benefício da aposentadoria de meu marido. Como ele não era aposentado quando morreu, fui informada por um funcionário público que eu não tenho direito a receber nada. Ele não soube responder o porquê, uma vez que minha pensão foi paga durante todos esses anos, nem informou qual seria a data para sair a nova sentença. Só disse que o acompanhamento ficaria sob minha responsabilidade. Como a Receita Federal não sabia que meu marido faleceu ainda trabalhando? Para que declaramos e pagamos impostos, se o governo não se dá ao trabalho de cruzar as informações quando pleiteamos nossos direitos? SILVIA MARA CASTANHO ROCCASão PauloA assessora de Comunicação do INSS-SP, Magali Leme, esclareceu que os processos judiciais fogem da esfera administrativa do INSS. Para acompanhar o andamento, o segurado poderá acessar o site do Juizado Especial Federal (www.jef.gov.br), dirigir-se pessoalmente à Justiça ou obter informações com seu advogado. Ao INSS caberá o cumprimento da sentença.Qual é o pior serviço?No começo de agosto pedi a transferência de titularidade do meu contrato de TV por assinatura com a NET. Recebi a conta de setembro em meu nome, como pedi, mas os valores vieram duplicados. Não paguei. Liguei para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da NET e funcionários disseram que tinha havido um engano e que o problema seria resolvido. Não o foi. Por duas vezes seguidas a cena se repetiu: eu perdendo pelo menos metade do dia ao telefone e eles dizendo que o erro seria corrigido. Mas, em vez de pedido de desculpas, eu recebia um aviso de desligamento, caso o pagamento (com valores errados) não fosse feito. Desisti de reclamar e a NET desistiu de cobrar. Até hoje não paguei a fatura de setembro, por incompetência deles. Em outubro passei a ter problemas com a Telefônica. Meu telefone fixo parou de funcionar por defeito na rede externa (constatado pela empresa). Liguei por quatro semanas seguidas para conseguir reparo. Na quinta semana desisti, cancelei a linha e decidi adquirir um telefone fixo da NET. Os problemas se agigantaram! Já estava sem telefone fixo, fiquei sem celular. Não recebi a conta de novembro da Claro e eles simplesmente cortaram a linha sem aviso prévio. Do telefone do escritório, fiz o pedido do NET fone no dia 4 de novembro e a empresa agendou a instalação para o dia 10. Não vieram. Entrei em contato e funcionários disseram que não havia pedido de instalação em meu nome, mas uma solicitação de cancelamento de contrato. Ou seja, tudo seria desligado. Informaram ainda que havia uma conta não paga relativa a fevereiro de 1997, quando eu nem sequer era cliente da NET. Depois de esperar por 40 minutos, a atendente reconheceu o engano. Não se desculpou e disse que eu teria de ligar para a empresa de cobrança para me ver livre do incômodo. No dia seguinte, liguei para tentar resgatar o meu NET fone. A funcionária disse que o meu pedido de fato tinha sido registrado, mas, por causa de um problema no sistema, eu teria que fazer tudo de novo - ficar horas ao telefone celular para conseguir um telefone fixo! Não sei qual é a pior empresa. Salve-se quem puder!JOSÉ CLAUDIO VASCONCELOS PAIVASão PauloA NET esclareceu que, com os dados fornecidos, não foi possível contatar o cliente e que o fará no próximo dia útil. A empresa colocou-se à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais. FERNANDA PICCABLOTTO, da Gestão de Clientes da NET São Paulo Perda de tempoÉ difícil encontrar nas agências de Correio um selo único, de 1.º porte, pessoa física, sem valor especificado. Ultimamente, mesmo com o valor especificado são necessários dois selos, o do "barbeiro" e o da "costureira". O problema é que tanto um quanto o outro não se destacam facilmente da folha de base em que vêm, sendo às vezes necessário dar-lhes um banho de imersão para poderem ser aproveitados. O que se ganha de tempo na fila se perde em casa em mão-de-obra e cola para não perder o selo do "nunca antes neste país". CLÁUDIO M. CHAVES Piracicaba

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