Cartas

Preservação do patrimônioAs obras da Linha 4 do Metrô avançam sobre a Praça da República. Ao menos quatro construções de alvenaria estão sendo erguidas diante do prédio tombado da Secretaria da Educação e avançam sobre árvores centenárias. Será que os engenheiros da obra não se preocupam em preservar o patrimônio histórico da cidade? Londres, por exemplo, com um metrô dez vezes maior do que o de São Paulo, não destruiu seu patrimônio para construí-lo décadas atrás.RICARDO ACEDO NABARROSão PauloA Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) informa a aprovação, por conselheiro relator e pelo colegiado em 26 de setembro de 2005, do manejo de árvores na Praça da República para construir a estação de metrô. A obra teve parecer favorável. Um técnico habilitado aprovou a ampliação do canteiro de obras para a área posterior do antigo colégio Caetano de Campos, na Avenida São Luís, e mais uma parte da atual Praça da República, e a obra teve deliberação favorável em 10 de novembro de 2008. O Metrô terá de tomar as precauções necessárias para a preservação da vegetação do local, das três esculturas e devolver a área usada nas condições iniciais. Os documentos desses processos são públicos e, para ter acesso a eles, basta encaminhar por fax (11-3337-3955) um requerimento dirigido ao presidente do Condephaat, com identificação e telefone para contato. Quando o processo estiver disponível, o requerente será avisado. Dúvidas podem ser tiradas pelo (11) 3351-8039. Favela e casa novaEstava feliz por realizar o sonho da casa própria, até se tornar um pesadelo. Fiquei encantada com o empreendimento da Gafisa/Fit na Avenida dos Ourives, Sacomã. A dúvida era sobre a invasão do terreno em frente à obra. O corretor e o coordenador de vendas garantiram que a área era privada e o local seria desapropriado para construção de um estacionamento ou um mercado, e que a construtora tentava negociá-lo para um futuro lançamento. Fechei negócio em 24 de fevereiro. Dois meses depois, percebi a evolução da favela. Questionado, o coordenador de vendas garantiu que a favela iria ser retirada. Em 10 de novembro, retornei. A favela está bem estruturada com barracos de alvenaria construídos num terreno instável em torno de árvores centenárias. Com o comércio no local, até os pedreiros do empreendimento alugam imóveis lá.BRUNA QUELHASSão PauloA Fit Jardim Botânico SPE Empreendimentos Imobiliários Ltda. informa que a desocupação da comunidade no terreno em frente ao empreendimento é de responsabilidade da Prefeitura e do dono do imóvel. Diz que a equipe de vendas não foi foi orientada a garanti-la. A empresa se põe à disposição da cliente para negociar a melhor forma de atendê-la.SYLVIE BOËCHAT - Fit ResidencialA sra. Bruna disse que os outros compradores também pedem providências à Prefeitura: "Sinto-me enganada. A favela cresce mais rápido que a obra."Cidade visívelMoro no Itaim Bibi, onde a indústria da construção cresce sem parar. Numa circunferência de 100 metros, onde moro, há três novos prédios praticamente prontos e quatro em processo de demolição. Na Rua Benedito Lapin, na travessa da Rua Salvador Longo, as calçadas estão quebradas, com entulho espalhado e tábuas com pregos voltados para cima. A dificuldade para caminhar é tão grande que até torci o pé. Quem tem problemas de acessibilidade não tem como passar por ali. Já questionei a Prefeitura sobre o planejamento urbano, mas nunca obtive resposta. Quando esses prédios estiverem prontos, o trânsito, que já é caótico, deve piorar com os carros dos novos moradores. Há, também, moradores de rua se instalando nesses lotes. Por exemplo, há cinco rapazes que cheiram cola e vivem numa casa perto da minha. Eles tocam a campainha por volta das 23h30 para pedir cobertores. É preciso fazer algo.VERA LÚCIA REGO LIMASão PauloO subprefeito de Pinheiros, Nilton Nachle, lembra que a conservação das calçadas é de responsabilidade dos munícipes donos do imóvel em frente a elas. Em 16/11, um agente vistor da subprefeitura notificou cinco proprietários na Rua Benedito Lapin para regularizar a condição de seus passeios num prazo de 30 dias, sob pena de multa. Não constataram entulho no passeio. Durante as últimas três semanas assistentes sociais também não encontraram moradores em situação de rua. Quanto ao uso de drogas nas proximidades, é de competência da polícia coibir tal atividade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.