Cartas

Controle ou segurança?Quando minha prima foi internada no Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha, tive de esvaziar sua mochila e colocar seus pertences em um saco plástico transparente. Tive de deixar minha bolsa e fui proibida de levar roupas ou revistas para ela. Para mim, isso é discriminação social e não medida de segurança, como informaram.VERA LORENZISão PauloRoberta Aparecida Rodrigues, da Secretaria de Estado da Saúde, diz que o procedimento é parte do Programa Conte Comigo. O Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha o cumpre com base na Lei 10.294/99 de Proteção e Defesa do Usuário do Serviço Público do Estado de São Paulo. A unidade afirma que, na rotina de internação, está prevista a guarda dos pertences de acompanhantes e visitantes em armários. As chaves são entregues a eles, além da concessão de sacos plásticos para acondicionamento dos pertences dos pacientes e entrega de enxoval hospitalar para evitar contaminação das roupas. Segundo o hospital, as medidas adotadas pensam no bem-estar dos pacientes e garantem maior segurança a todos. Visitantes e acompanhantes são cadastrados e fotografados no sistema que obedece à legislação vigente de divulgação de imagem. O hospital diz que alguns acompanhantes e visitantes, apesar das orientações, tentam levar alimentos proibitivos à dieta prescrita, cigarros e outros produtos não permitidos. A unidade tem nutricionistas que buscam adequar as dietas. O hospital toma cuidados para evitar constrangimentos, treina funcionários e orienta todos que usam os serviços. A unidade está à disposição para esclarecimentos.Retorno pela favelaMoro na Rua Santo Américo, no Jardim Colombo. Para ter acesso à Avenida Morumbi em direção à ponte eu seguia pela Avenida Giovanni Gronchi e fazia conversão à esquerda na Rua Dona Vitu Giorgi ou rua Rua Clementine Brenne. Porém a CET decidiu que estão proibidas as conversões à esquerda e obrigou os motoristas a entrarem na Favela Jardim Colombo para fazer o retorno, um trajeto muito perigoso. Acredito que a solução seria pôr um farol de três fases na esquina da Rua Clementine Brenne.SANDRA ROLIMSão PauloAdele Claudia Nabhan, do Departamento de Imprensa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), destaca que a queixa não é sobre problemas no trânsito, mas sim sobre segurança pública, fator que deve ser tratado com o órgão responsável. Já existe um carro de polícia no referido cruzamento nos horários de pico. Após análise técnica, a CET constatou que as alterações feitas no local trouxeram melhorias à acessibilidade na Avenida Giovanni Gronchi com a Rua Clementine Brenne e maior fluidez ao tráfego. A sugestão da sra. Sandra é inviável, pois um farol de três fases causaria morosidade aos veículos, riscos à segurança dos motoristas que tivessem de fazer essa conversão e aos pedestres que cruzam a avenida. A companhia indica, como trajeto à Ponte Morumbi, opções com partida da Rua Santo Américo, podendo optar por seguir pela Avenida Giovanni Gronchi, Praça Roberto Gomes Pedrosa, Avenida Jules Rimet, Avenida Padre Lebret e Avenida Morumbi, ou a Avenida Giovanni Gronchi, Rua Cristiano de Souza, Rua Clementine Brenne, Rua Flávio Américo Maurano e Avenida Morumbi, entre outras opções.A leitora contesta: Vejo que, pela resposta da CET, vale tudo na tentativa de melhorar o trânsito, até pôr em risco a vida do cidadão. Não importa que haja alternativas (mais longas). O ponto é que tal retorno no meio da favela nem deveria ter sido cogitado, visto que a segurança do cidadão deveria vir em primeiro lugar. É revoltante o descaso da CET.Esgoto na calçadaHá anos jorra água fétida da calçada da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, número 2.801, em Pirituba. Já reclamei à Sabesp, mas nada foi feito. Quando passam carros, os pedestres são alvejados por essa água imunda das poças que se formam. HAROLDO LOPESSão Paulo O superintendente da Unidade de Negócio Norte da Sabesp, José Júlio Pereira Fernandes, disse que, em 1.º/12, técnicos estiveram no local e constataram que a origem do vazamento é decorrente de águas pluviais e de despejo de esgoto de uma favela próxima. A Sabesp diz não poder atuar nesse caso, por se tratar de uma área irregular e que, desde setembro de 2007, espera da Subprefeitura de Pirituba-Jaraguá providências quanto à regularização da área e instalação de bocas-de-lobo na avenida.

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