Cartas

Sem serviço básicoA Sabesp mostra total descaso no atendimento ao cliente na região do Novo Osasco, especificamente no bairro onde moro, City Bussocaba. Aqui falta água quase todos os dias e os atendentes não sabem por quê. Em 7/1, por exemplo, interromperam o abastecimento por volta das 17 horas e só consegui saber o motivo à noite, depois de ligar várias vezes. E até o dia 9/1 a água não tinha voltado. O serviço 195 não funciona 24 horas. Como a Sabesp pode prestar um serviço tão ruim, desrespeitando o consumidor? Quando a água volta, o que movimenta o hidrômetro por alguns minutos é o vento, que pagamos como se fosse a água, depois vem a lama pelos encanamentos. NEUCI BICOVOsascoO superintendente da Unidade de Negócio Oeste, Milton de Oliveira, informa que a região está localizada na parte alta da cidade e para abastecê-la é necessária a utilização de uma estação de bombeamento, denominada booster Salvador. Nos últimos dias, diz, o local foi atingido por fortes chuvas, que provocaram inundações na área de bombeamento, ocasionando pequenos períodos de falta de energia elétrica, o que levou à interrupção do funcionamento dos equipamentos. Os inconvenientes acabaram por gerar a necessidade de manutenções civil, elétrica e mecânica nos equipamentos para que houvesse a regularização do abastecimento. No dia 11/1 os técnicos da empresa estiveram no local e constataram que o abastecimento de água estava normalizado.O leitor contesta: Fiquei sem água novamente nos dias 17 e 18 e abri mais dois protocolos na Sabesp.Indústria das multas?Recebi uma autuação por estacionar em local com guia de calçada rebaixada. Mas parei em frente da guia rebaixada sem atrapalhar quem quer que fosse, com o motor ligado, não estacionei nem abandonei o veículo. Permaneci pelo tempo suficiente para que meus pais, idosos, com dificuldade de locomoção, cruzassem a rua na faixa de pedestres e entrassem no veículo. Fui abordado pelo fiscal da CET que me informou que não poderia estacionar. Respondi que não estava estacionando, apenas aguardando para não atrapalhar o trânsito, apontando meus pais a menos de dois metros. Ele presenciou o embarque e se retirou, sem nada dizer. Eu deveria ter ficado em fila dupla? Ou será que deveria dar a volta na quadra e, ao passar novamente no local, meus pais deveriam se lançar dentro do veículo em movimento? Destaco ainda que consta "condutor não identificado", o que só pode ser má-fé, pois o fiscal conversou comigo e poderiater solicitado meus documentos e minha assinatura. Por que não o fez? Já recorri desta multa, mas tive o recurso indeferido, provavelmente nem sequer foi lido. Como cidadão responsável e consciente de meus deveres, só me resta pagar e expressar minha frustração nesta Coluna.DONATO ROBERTO MUCERINOSão PauloMedida sem sentidoSe o objetivo é controlar os efeitos da poluição, seria lógico que a inspeção veicular fosse realizada em veículos fabricados antes de 2003. Os carros mais velhos, além de poluir mais, não têm os equipamentos de segurança exigidos por lei. Um pequeno passeio pelas ruas e encontraremos dezenas de carros sem condições de circular.JORGE WISZNIEWIECKISão PauloDesabafoEm artigo de 17/1 (Democracia e serviços públicos, A2) o professor Gilberto Dupas analisa a derrocada da cidadania patrocinada pela demagogia política e governamental. O modelo que vem de cima se espalha no desrespeito com que algumas empresas, denunciadas diariamente pelo Estado, tratam os cidadãos. Em minha boa-fé nunca pensei em ter de recorrer ao jornal por sentir desrespeitados meus direitos por uma empresa do porte da Coelho da Fonseca. Por meses informei-lhes que um imóvel por eles administrado provocava danos em meu apartamento. Depois de dar muitos e educados telefonemas, a Coelho da Fonseca enviou, sucessivamente, por meses, quatro pessoas e três fotógrafos para uma avaliação. Nunca me deram sequer um retorno. Destruíram parte de um armário e constataram a origem do problema. Mais alguns meses e a situação se agravou de tal maneira que tive de tomar providências, pois não suportava mais os vazamentos, o mofo, o apodrecimento de armários, o rompimento de espelhos. Finalmente decidiram me "oferecer" um pequeno armário no valor de menos de 10% de tudo o que perdi. Sinto-me desrespeitada, ludibriada e constato como a "esperteza" nos ataca moralmente. EVA BLAY, professora titular da USPSão Paulo

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