Cartas

Propostas não cumpridasQuando mudei de residência, solicitei a transferência do serviço de televisão SKY para o novo endereço. Responderam-me que, como meu plano não era "Premium", eu não teria assistência técnica gratuita. Para transformar meu plano em "Premium", teria de pagar uma taxa mensal de R$ 18. Diante disso, por achar absurdo pagar para transferir o serviço, pedi para cancelá-lo. Alguns dias depois, recebi o telefonema de uma funcionária do setor de relacionamento da SKY. Ela propôs que, se eu me mantivesse como cliente, teria direito a seis meses de serviço "Premium" gratuito. Na fatura seria gerado um débito que seria compensado por um crédito correspondente, ficando gratuito o serviço. No final de seis meses, o serviço seria automaticamente cancelado, sem nenhum ônus para mim. Mas, para minha surpresa, na fatura seguinte veio a cobrança da taxa de R$ 18 pelo serviço, sem a compensação com um crédito de igual valor. A empresa não tem palavra. Outra surpresa: empurraram-me (e cobraram por isso) dois canais de televisão - a Band News e a Band Sports - que eu não solicitara. Já é a segunda vez que isso acontece. Imagino que seja a política da empresa: dar uma de joão-sem-braço para ver se cola.CARLOS JOSÉ FIGUEIREDOSão PauloO vice-presidente de clientes, Vito Chiarella, informa que um dos objetivos da SKY é atender os clientes o mais prontamente possível. Disse ainda que um funcionário da empresa entrou em contato com o sr. Figueiredo, em 20/1, e confirmou que já foram providenciados os acertos necessários na fatura de programação.ArmadilhaNa questão do desabamento do templo da Igreja Renascer já ocorre um jogo de empurra para eximir de responsabilidades tanto os seus proprietários quanto a Prefeitura. A questão não se restringe à situação do telhado, cuja manutenção sempre cabe ao proprietário, mas à fiscalização que deveria ter sido feita pelo Departamento de Controle de Uso de Imóveis (Contru). Tampouco se limita à existência ou não dos alvarás de funcionamento. O problema se amplia quando, ao se ver no jornal a planta do local do templo, se percebe que as portas laterais, que servem como saída de emergência, dão para um exíguo estacionamento - que obviamente é pequeno em relação à área construída do templo - e onde os carros estacionados servirão de obstáculo inviabilizando esta rota de fuga, pondo em risco a vida dos fiéis. Como pôde esta igreja receber alvará de funcionamento num edifício que é, além de sede da Igreja Renascer, uma verdadeira armadilha?MARA MONTEZUMA ASSAFSão PauloNegligênciaA tragédia, ocorrida na Igreja Renascer, e tantas outras na cidade, são previamente conhecidas, já que há negligência do poder público quanto ao cumprimento da Norma Brasileira para Manutenção de Edificações. Há de se punir os culpados por eventuais alterações da edificação sem o devido acompanhamento de um profissional especializado e a sociedade deve cobrar providências para que novas tragédias não voltem a ocorrer.RICARDO OLIVEIRA, engenheiro e auditor ambientalSão José do Rio PretoNão é a primeira vez que ocorrem acidentes graves com prédios irregulares que abrigam milhares de pessoas. Isso se deve à falta de fiscalização de imóveis na cidade de São Paulo, além da legislação e do procedimento preventivo arcaicos e ineficientes.ANTONIO DE SOUZA D?AGRELLASão PauloE a lei do silêncio?Moro na Vila Gumercindo e em frente ao meu prédio estão construindo um edifício que está deixando os moradores completamente loucos, pois a obra não deixa ninguém dormir. Três vezes por semana chegam caminhões para descarregar materiais pesados durante a noite ou, na maioria das vezes, de madrugada. A polícia já foi chamada, mas disse que nada podia fazer. O barulho é extremamente alto e não deixa ninguém dormir num raio de 300 metros. Já fizemos de tudo, até conversamos com os engenheiros, mas nada mudou. Os homens que fazem o descarregamento são pessoas mal educadas, zombam dos moradores e falam alto. É tanto barulho que os cachorros da rua não param de latir, piorando a situação. Ligamos para a Prefeitura, para o Programa de Silêncio Urbano (Psiu), mas também de nada adiantou. É um desrespeito.MARCIO HENRIQUE FONSECASão PauloO Programa de Silêncio Urbano da Prefeitura de São Paulo não respondeu à Coluna.

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