Cartas

Paraisópolis, 23 anos depoisEm 1986, quando a minha família comprou um terreno na Rua Senador Otávio Mangabeira, o bairro era Jardim Morumbi. Por se tratar de Zona 1, o valor da área nessa época era compatível com essa qualificação. Mas, 23 anos depois, o bairro passou a se chamar Paraisópolis. Nada contra Paraisópolis, mas todos sabem que se trata de uma das maiores comunidades de São Paulo, reconhecida pelos inúmeros problemas. Esta associação trouxe para a região uma enorme desvalorização das casas. Segundo as imobiliárias da região, algo em torno de 30%. Como e quem muda a denominação de um bairro sem a participação da comunidade que nele reside?Quem arca com os prejuízos? E o valor de o IPTU pago à Prefeitura continua sendo de uma Zona 1, que, infelizmente, e comercialmente falando, já não tem esse valor. HUGO KOVADLOFFSão PauloA Secretaria Municipal de Habitação informa que a cidade de São Paulo é dividida geográfica e legalmente por 96 distritos e 31 subprefeituras (Lei n.º 13.399 de 1/8/02). Não existe a divisão por bairros. O nome dos bairros surge pelo uso e costume da população local em designar aquele local por aquele nome. O endereço em questão está localizado, de acordo com o Mapa Oficial da Cidade, na Subprefeitura do Butantã, distrito do Morumbi, e continuou a pertencer a essa subprefeitura após a lei, segundo o Mapa Oficial da Cidade. O imóvel permanece em zona estritamente residencial. Nada foi alterado nesses 23 anos. O que mudou foi o "conceito de bairro", que é ditado pelo mercado imobiliário, mas que não é oficial, pois não é determinado por leis municipais.Assaltos no trânsitoEu estava na Avenida Brigadeiro Faria Lima e, na esquina com a Rebouças, vi um bandido tentando assaltar um carro blindado. O motorista não lhe deu atenção. Frustrado, o bandido guardou a arma e saiu tranquilamente. Eram 16 horas! E quem não tem carro blindado? Meu filho ligou para a polícia, mas não adiantou nada. Os policiais não deveriam fazer revistas periódicas em pedestres e motociclistas no local?OLAVO PRÍNCIPE CREDIDIOSão PauloA Polícia Militar (PM) esclarece que a 1.ª Companhia do 23.º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano preserva a ordem pública dessa região. A PM informa que esse tipo de crime passou a ser registrado em São Paulo e se concentra nos locais de maior incidência de congestionamentos da cidade, com destaque para o corredor Rebouças-Consolação. Acrescenta que o Programa de Policiamento com Motos (a partir de 2005) e o Programa de Trânsito (a partir de 2007) combatem esse tipo de crime e resultaram em uma redução de 10% de registros de roubo consumado no interior de veículo por ano. O principal objetivo dos autores desses crimes, explica, são aparelhos eletrônicos. A PM orienta a evitar o uso de celulares, que, além de infringir as leis de trânsito, deixa o motorista vulnerável, e ligar para a polícia quando deparar com pessoas suspeitas em meio ao trânsito congestionado, pois a polícia tem o dever de abordar aqueles em situação suspeita.IndignaçãoA insensibilidade de agentes da CET é triste em relação a pacientes do Hospital do Câncer - AC Camargo. No dia 1.º fui ao hospital para doar remédios de minha esposa que faleceu de câncer e se tratava ali. Lá chegando procurei estacionar de forma a não atrapalhar o trânsito para, em poucos minutos, efetuar a entrega e ir embora. Mas encontrei no local uma agente da CET autuando todos os automóveis estacionados na frente do hospital, sem ao menos procurar saber a razão. Estava claro que eram veículos que transportaram pacientes dessa terrível doença. Estacionei num dos poucos estacionamentos da rua e não fui multado, mas outras pessoas, sim. Gostaria de saber se algum dos dirigentes da CET já passou por isso? Não por multas, mas por ter de levar parentes ao AC Camargo. Aposto que não! Deveriam. Iriam sentir o quanto é triste e penoso. JOSÉ ROBERTO MARFORIOSão PauloAumento do IPTUDesde 2001, meu imóvel é isento de IPTU. Fiz o recadastramento e recebi uma cobrança que deve ser paga até o dia 9 de fevereiro. O que ocorreu com a isenção? MARIA ANGELA BAREASão PauloA Secretaria Municipal de Finanças informa que no cálculo do IPTU de 2009 foi aplicado o desconto de R$ 24.496,04 sobre o valor venal do imóvel, como prevê a atual legislação. Mas, com a incidência de 6% da variação da inflação em 2008, o valor venal do imóvel este ano passou a ser de R$ 63.290, superior à faixa de isenção de R$ 61.240,11.

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