Cartas

Vá de bicicleta Há tempos vejo uma propaganda sobre empréstimo e estacionamento de bicicletas grátis no Metrô de São Paulo. Formidável, não? Mas me chamou a atenção uma faixa escura vertical, ao lado da placa publicitária. Somente chegando perto dá para ler as letras miúdas, que explicam que a bicicleta e o estacionamento são grátis apenas na primeira hora e, para pegar o equipamento, temos de apresentar um cartão de crédito com um saldo de R$ 350, ou seja, 75% do salário mínimo atual! JATIACY FRANCISCO DA SILVA Guarulhos Márcia Borges, da Assessoria de Imprensa da Companhia do Metropolitano de São Paulo, esclarece que o Metrô informa aos usuários dos bicicletários que não têm cartão de crédito que eles podem se cadastrar na sede do Instituto Parada Vital, responsável pela administração do programa. O endereço é Rua Barra Funda, n.º 827, sala 1. Os interessados devem levar RG, CPF, comprovante de residência (originais e uma cópia) e duas fotos 3x4 para a confecção da carteirinha do UseBike, que dará acesso ao serviço. Acrescenta que o Instituto não exige caução para o empréstimo de bicicletas, mas sim uma pré-autorização, cujo valor não é debitado do cartão e é tornado sem efeito com a devolução da bicicleta. A parceria com o Instituto Parada Vital segue o modelo universal utilizado nas transações de empréstimo de bens, com a exigência de pré-autorização no cartão de crédito. Acrescenta que é o mesmo sistema do Vélib (Vélos en libre-service à Paris), adotado na França, e também das locadoras de veículo e moto. Triste constatação "Paraisópolis lidera em apreensões de drogas - números da PM de 2008 revelam tráfico intenso." Pronto, feita a radiografia de um dos mais sérios problemas da região, responsável pelo desencadeamento de muitos outros, de igual ou maior gravidade, basta que as autoridades da segurança pública tomem imediatamente as rédeas da situação. Para tanto, será necessário intensificar o policiamento ostensivo, restabelecendo, de vez, a ordem pública, além de outras medidas eficazes à repressão do tráfico de drogas. E esse esforço do Estado poderia incluir uma força-tarefa para dar conta de outros problemas, tais como: conter o barulho excessivo de igrejas e bares clandestinos, acabar com as construções irregulares e com desrespeito ao zoneamento e às normas de ocupação do solo. O primeiro passo poderia ser dado na região formada pelas Ruas Antonio Júlio dos Santos, Ernest Renan, Francisco Tomas de Carvalho, João Avelino Pinho Mellão e Clementinne Brenne. Só isso já seria um bom começo. Enfim, com a palavra o poder público. FRANCISCO ANTONIO BIANCO NETO São Paulo Respeito ao pedestre Louvável a campanha encetada pelo Departamento de Trânsito: "Respeito ao pedestre." Resultado da campanha? Houve algum efeito positivo? Sou obrigado, com todo o respeito, a duvidar. Não por culpa da autoridade que visou à vida do cidadão que caminha a pé. Não porque ela não tenha sido bem-feita. A culpa é dos condutores que não respeitam nada e ninguém. Assim, aconselho que fiscalizem a faixa de segurança da Praça da Sé, na pista da direita para quem olha para a catedral. Mas é evidente que há muitas outras travessias desrespeitadas. Permito-me indicar outro local: entroncamento das Ruas da Graça, Três Rios e Silva Pinto. Será que o condutor só aprende quando punido? FRANCISCO DZIEGIECKI São Paulo Adele Nabhan, do Departamento de Imprensa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), informa que a CET está intensificando a fiscalização nos locais indicados a fim de coibir eventuais desrespeitos às normas de trânsito e, assim, aumentar as condições de segurança dos pedestres. Melhorias no trânsito Gostaria de fazer duas observações. Ao secretário do Meio Ambiente, quero dizer que não concordo que a inspeção veicular se restrinja aos veículos novos, quando se sabe que são os carros antigos os grandes poluidores. Parece-me que isso se deve apenas à fúria arrecadatória. Ao Departamento de Trânsito (Detran), quero dizer que concordo que o curso de direção defensiva, agora obrigatório, ensina itens realmente importantes como: guardar distância dos outros veículos, não ultrapassar pela direita, respeitar a sinalização. Esses itens, no entanto, não são respeitados pela maioria dos motoristas. Onde está a fiscalização? Além disso, para melhorar o fluxo dos veículos, se faz urgente a sincronização dos semáforos! OSWALDO BURATTINI São Paulo

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.