Cartas

A lebre e o elefanteElefante é elefante, lebre é lebre. Um é lento, pesado e espaçoso. O outro é ágil, leve e pequeno. Isso qualquer criança sabe, menos a CET, que insiste em confundir uma caminhoneta com um caminhão. Para atender à nova legislação da cidade, troquei o veículo da minha empresa por uma caminhoneta de 5,35 metros, do tamanho de um carro. Mas sou multado sistematicamente porque a denominam como se fosse um caminhão. Recorro, mas sempre indeferem. Ou seja, confundem lebre com elefante. Quem é o responsável por isso? Será que o fabricante rotulou o veículo por engano? Gostaria que corrigissem isso. Para o cidadão só resta "pagar o pato", digo, as multas.ALVIO MALANDRINO São PauloAdele Nabhan, do departamento de Imprensa da CET, esclarece que o veículo modelo Sprinter Mercedes Benz está registrado no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo como caminhão. Portanto, seu condutor deve respeitar as regras de restrição da Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e Operação Horário de Pico (o rodízio municipal de veículos) adotadas pela Prefeitura em julho de 2008. Lembramos que as regras de circulação de caminhões foram amplamente divulgadas e podem ser obtidas pelo site www.cetsp.com.br.O leitor contesta: Sei o que está escrito no Certificado de Registro do veículo. O que pedi foi para corrigirem o erro. Se na compra de meu próximo automóvel eu pedir para registrá-lo como se fosse uma ambulância, eu ficarei livre do rodízio e dos sinais vermelhos?Caso mal explicadoLembrando a velha máxima "não há crime perfeito" penso que, dentre outros, o fato de terem iniciado o Programa de Inspeção Veicular pelos carros novos denuncia que os propósitos dessa fiscalização são outros que não aqueles de dar um ar de melhor qualidade aos paulistanos. Reforça esse meu entendimento o fato de a empresa fiscalizadora receber uma tarifa independentemente de o veículo estar em ordem ou não. No caso de estar em ordem, o dinheiro será restituído ao proprietário do caixa da Prefeitura, ou seja, do erário. Pode? Com a palavra a Promotoria Pública do Estado de São Paulo.ORIVALDO T. DE VASCONCELOSMonte AltoEducação e civilidadeNo dia 16 de fevereiro, quase fui atropelado quando atravessava a faixa de segurança da Rua Jesus Arruda, esquina com a Dr. Renato Paes de Barros, diante da 15.ª Delegacia do Itaim Bibi. O sinal estava aberto para mim quando uma van virou a esquina e brecou encostando o para-choque na minha perna. Reclamei e ele apontou que o sinal estava verde. Creio que ele não sabia que, quando se entra numa rua à esquerda ou à direita, se houver faixa de pedestre e não tiver farol específico, o motorista é obrigado a parar e dar preferência ao pedestre. O governo deve fazer uma campanha ampla de trânsito! SÉRGIO RODRIGUESSão PauloA Assessoria de Imprensa do Detran disse que a questão é com a Prefeitura e enviou um texto sobre o lançamento de uma campanha de educação no trânsito em São Paulo feito no ano passado, com atores que alertavam os motoristas sobre seus deveres no período do sinal vermelho, e de campanhas publicitárias veiculadas no rádio e na TV. O texto assinado pela Prefeitura informa que o objetivo da campanha lançada pela Secretaria Municipal de Transportes e pela CET é mudar o comportamento de motoristas e pedestres para reduzir o número de vítimas de acidentes. Os pontos críticos de São Paulo, considerados mais perigosos para os pedestres, são os corredores de M?Boi Mirim (zona sul), a Avenida Sapopemba, a Radial Leste, Avenidas Marechal Tito (zona leste) e Senador Teotônio Vilela (zona sul). E os cruzamentos das Avenidas do Estado e Santos Dumont; Avenidas Brigadeiro Luís Antonio e Paulista; Avenida Ipiranga e São João; Rua João Teodoro com a Avenida Tiradentes e Avenidas do Estado com Mercúrio. Informa que, paralelamente, a Prefeitura aumentou a fiscalização. A CET acrescenta que até agosto de 2008 os atropelamentos fizeram 455 vítimas fatais em São Paulo, ou seja, duas mortes por dia. Diz que a campanha também contemplava obras de melhoria e ações de fiscalização. Informa que a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) fez obras de infraestrutura nos corredores e cruzamentos com maiores índices de atropelamento e que, desde o dia 2, agentes da CET enquadram quem deixa de dar preferência a pedestre e/ou veículo não motorizado na faixa a ele destinado, que não haja concluído a travessia ou atravessando a via transversal.

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