Cartas

O que significa urgente?Minha mãe, 49 anos, perdeu há 5 meses o movimento do braço direito e da mão direita. Após consultar vários médicos, o ortopedista do Hospital do Taboão da Serra, onde ela faz fisioterapia, a encaminhou para um neurologista no Hospital das Clínicas (HC). No sábado, 16 de janeiro, ela foi atendida na emergência do HC com fortes dores e o médico também a encaminhou para um neurologista. A assistente social disse que eu teria de ligar para a Secretaria de Estado da Saúde. A atendente disse que não havia vagas e que eu teria de telefonar todos os dias para tentar um encaixe na agenda ou ligar a partir do dia 2 de fevereiro. Mas só conseguimos uma consulta para o dia 27 de abril. Irônico!ALINE COSTASão PauloO Hospital das Clínicas confirma que a paciente foi atendida no pronto-socorro e que o médico observou a hipótese diagnóstica de atrofia de membro superior direito. Diz que ela foi prontamente orientada a pedir consulta com um neurologia porque o Pronto-Socorro do HC atende, exclusivamente, casos de emergência, nos quais há risco de vida iminente. Esclarece que as consultas são marcadas pelo call center da Secretaria de Estado da Saúde, de acordo com a gravidade, local de moradia do paciente e o número de vagas disponíveis, de acordo com o modelo que está em vigor há mais de três anos e respeita o processo de regionalização e hierarquização preconizado pelo Sistema Único de Saúde, que prioriza os casos de alta complexidade. Acrescenta que no dia 27 de abril a paciente será recebida pelo Grupo de Dor da Neurologia do Hospital das Clínicas, para triagem.Santo AndréSinto-me lesado como cidadão pelo que ocorre em Santo André, no Parque Marajoara, em especial nas proximidades da Rua Dona Sila Nallon Gonzaga, onde moro. Apesar da inauguração do Viaduto José Avamileno, continuação da Rua Professor Luiz Inácio de Anhaia Melo, que dá acesso à Avenida dos Estados, e dos esforços da prefeitura em limpar o local, a continuação dessa rua foi transformada em um depósito de lixo, ponto de consumo de drogas, esgoto a céu aberto e um matagal. Aumentou o número de moradores de rua na região e há a criação de duas favelas ao redor dos condomínios Belas Artes e Vila Romana.FERNANDO GARCIASanto AndréDimitrios Perez da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santo André esclarece que há um projeto na prefeitura para prolongamento das obras do Cassaquera até a divisa com Mauá e futuro Rodoanel para resolver os problemas apontados pelo leitor. Acrescenta que o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) faz a limpeza programada do local citado duas vezes por mês e informa que a Secretaria de Inclusão Social, em consonância com as Diretrizes da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), mantém o programa de atenção às pessoas adultas em situação de rua. Explica que a prefeitura desenvolve políticas públicas para inclusão social de moradores de rua com abordagens feitas por educadores sociais que se revezam em plantões diários, com cobertura de 24 horas de atendimento, percorrendo as ruas, viadutos e praças da cidade. Diz que o objetivo é estabelecer vínculos e encaminhá-los para a rede de serviços. Conclui informando que o programa faz monitoramento permanente dos pontos de concentração e do número de pessoas em situação de rua. No final de 2008 informa que intensificaram as abordagens ao encontrarem um pequeno grupo de moradores de rua no local citado pelo leitor e que a atitude resultou na adesão parcial dessas pessoas aos encaminhamentos do programa. Voltaram lá em 19 de fevereiro e não encontraram ninguém.É preciso educarNecessitamos de uma campanha séria de educação. Todos reclamam dos motoristas e motoqueiros, mas se esquecem de como os pedestres causam transtornos no trânsito. Não respeitam a faixa de segurança nem o sinal, esperam o ônibus na rua e não na calçada. E os passageiros de ônibus e metrô? Muitos entram antes de deixar a pessoa sair e não cedem lugar a quem de direito. Há quem desça pela porta da frente e o cobrador tem de passar o cartão especial de quem quer passar adiante da catraca. Há quem jogue lixo na rua, na calçada, pela janela do carro e do ônibus. É uma vergonha andar pelas calçadas e pisar em milhares de papéis, bituca de cigarro, sacos plásticos, garrafas. As nossas praças ficam com o gramado e plantas sujas de coisinhas brancas. Não há prefeitura que dê conta! Depois reclamam das inundações e das bocas-de-lobo entupidas! Isso porque nem falei sobre os vândalos...CARMEN LUCIA PAVAN RIBEIROSão Paulo

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