Cartas

Prêmios acumuladosMuitas vezes o prêmio da Mega-Sena fica acumulado por semanas, mas, ultimamente, a cada dois ou três sorteios aparece um ou mais ganhadores. Estranho. Mudou a sorte dos apostadores ou o critério da Caixa Econômica Federal?ADOLFO ZATZSão PauloA Assessoria de Imprensa da Regional Paulista da Caixa Econômica Federal (CEF) esclarece que as Loterias Caixa são submetidas a auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria-Geral da União (CGU), ao acompanhamento do Ministério Público Federal e de auditoria independente (pela PricewaterhouseCoopers) e pela área de Auditoria da CEF. Explica que a CGU fez uma auditoria para avaliar todas as etapas do processo de loterias e da logística adotada desde agosto de 2006 e não identificou nenhuma fragilidade no processo empregado que prejudicasse a integridade e segurança do sorteio. Informa que o sr. Zatz recebeu uma explicação detalhada com todos os procedimentos do sorteio. Diz que adotam normas das maiores loterias do mundo e que usam equipamentos importados da empresa francesa Ryo-Catteau, adequados e projetados para serem usados em unidades móveis de sorteio (Caminhões da Sorte) - adotados desde 1980 e que percorrem todo o País para dar a oportunidade ao maior número de pessoas para assistir aos sorteios ao vivo. Acrescenta que uma hora antes do sorteio as apostas são encerradas e que sempre divulga os valores do prêmio à imprensa. Para a Caixa, o fato de a Mega-Sena acumular por várias semanas ou sair sucessivamente é uma questão de probabilidade matemática.Sem comprometimentoHá três meses fui ao Shopping Paulista e deixei meu carro no Estacionamento VIP. Fiz metade das compras e, quando já estava com muitas sacolas, retornei ao estacionamento para guardá-las no carro. Entreguei-as para um dos manobristas, já que não temos acesso à vaga em que está o veículo. Na saída, outro manobrista colocou a segunda parte das sacolas no porta-malas. Em casa, percebi que faltavam as primeiras compras. De imediato entrei em contato com o shopping e me disseram que eu deveria fazer a ocorrência pessoalmente no SAC. Achava que houvera um equívoco e que o manobrista havia colocado minhas compras em outro carro. Após registrar a queixa, recebi um telefonema do shopping informando que não se responsabilizaria por isso e que, para eu ter acesso às imagens das câmeras de segurança, teria de procurar a Justiça. Essa é uma das razões da sobrecarga de nosso Poder Judiciário, já que falta comprometimento dos indivíduos e instituições com suas responsabilidades. IRENE SAADSão Paulo O Shopping Paulista diz que o empreendimento prima pelo bom atendimento e segurança de seus clientes e frequentadores, diligenciando de maneira contínua para que nenhum evento de tal ordem ocorra em suas dependências.Professores no BrasilLi a carta publicada em 25/3 (Morosidade da Justiça) sobre a demora da Justiça do Trabalho para reconhecer o vínculo empregatício e o direito de recebimento de encargos por professores do Estado que ingressaram com o processo em 1973. Infelizmente, faço parte desse grupo. Muitos já morreram. Tenho 79 anos, sou aposentada como professora 3. Vejo que o descaso pela Educação ocorre tanto no Poder Executivo como no Judiciário, enquanto quem ocupa cargos políticos é regiamente Compensado.GEORGINA ARGENTINI CREDIDIOSão Paulo Também faço parte desse grupo de professores. O Estado perdeu em todas as instâncias e não pode mais recorrer. Mas a Justiça do Trabalho se mostra incapaz de resolver esse processo, pois há 36 anos estou esperando uma resposta judicial. O que me interessa é pelo menos uma resposta para poder esperar a fase dos precatórios e clamar, a altos brados, que isso é uma vergonha. É revoltante isso se estender por tanto tempo sem nenhuma resolução. À época do ingresso na Justiça eu tinha 33 anos e hoje estou com 69 anos. Haja paciência e saúde!NILSON SOARES DA SILVAConchasTarifa absurdaO funcionário público paulista, sem alternativas e por decreto do governador, recebe seu salário pela Nossa Caixa. Por incrível que pareça, essa instituição, além de utilizar o dinheiro do funcionário sem nada lhe pagar, lhe cobra uma tarifa mensal de R$ 31 a título de "manutenção programada". É mais uma cobrança absurda a onerar injustificadamente o bolso do funcionário estadual!ANTONIO GHIZZICampinas

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