Cartas

Esgoto a céu aberto em escolaA Escola Estadual Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, localizada no Jardim Robru, na zona leste, está funcionando em condições precárias, com esgoto a céu aberto dentro de sua área, o que provoca mau cheiro e atrai ratos e insetos. No dia 31 de março, pela manhã, pais, professores e alunos da unidade pararam as aulas para ir até a Diretoria de Ensino da região para reivindicar uma solução para o problema que começou há cerca de um ano. A escola atende estudantes do ensino fundamental e do médio e também está com o muro quebrado, além de outros problemas de estrutura.LUIZ FREITASSão PauloA Secretaria de Estado da Educação informa que, após entendimento com a Sabesp e a Prefeitura de São Paulo, iniciou, na primeira semana de abril, as obras na Escola Estadual Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Afirma que, em até 90 dias, a tubulação de esgoto e das águas pluviais será refeita. Esclarece que a obra pôde ser iniciada após processo na Justiça, já que a área para a construção da tubulação havia sido invadida e precisou ser desocupada. Acrescenta que, além da troca da tubulação, está prevista uma reforma geral na escola, com investimento de R$ 2,4 milhões, incluindo ampliação de cinco salas de aula.O leitor comenta: Fizemos uma manifestação na Diretoria de Ensino no dia 31 de março e um dirigente conversou com os professores no dia 8 de abril. Ele garantiu que as obras iriam começar. Logo após essa conversa, colocaram a tubulação para que o serviço fosse feito, mas as obras ainda não se iniciaram. Assaltos na USPA maioria das vítimas dos assaltos violentos, nos bairros Vila Indiana e Jardim Rizzo, é de estudantes da Universidade de São Paulo (USP). Os casos ocorrem desde 2008. Nada foi feito pela polícia nem pela reitoria, que não pôs em prática o plano de segurança existente desde março de 2008. Não há patrulhamento no local nem nos horários de saída das faculdades, quando aumentam os assaltos. No dia 30 de março, por volta das 22h30, sofri uma tentativa de assalto na Rua Corinto, após sair do campus. Dois rapazes vieram em minha direção e um deles me jogou contra um muro, em cima da moita de espinhos. Enquanto ele me revistava, endireitei meu corpo e ele me deu dois socos. Perdi alguns dentes. Consegui empurrá-los e eles fugiram porque um segurança de moto passava no local. Ele me levou até a portaria da universidade, mas os guardas disseram que não poderiam fazer nada. Um estudante me emprestou o celular, mas a atendente da polícia disse que não sabia onde ficava a Rua Corinto e que não estava me entendendo. Ora, estava com a boca cheia de sangue! Não pude ser atendido no Hospital Universitário porque não tinha um especialista buco maxilar. Os guardas da USP disseram que só poderiam me levar até a delegacia. No 51.º DP, soube que eu teria de ir à delegacia do Jaguaré. Deixei para fazer o B.O. no dia seguinte. Um amigo me levou ao Hospital das Clínicas, após eu andar sozinho quilômetros a pé e machucado. SIDNEY GOVEIASão PauloA Polícia Militar esclarece que responde pelo policiamento ostensivo. As queixas sobre o sistema de saúde e o registro de ocorrências e problemas relativos à universidade devem ser encaminhados aos respectivos órgãos. O policiamento no interior do campus é feito por viatura da 5.ª Companhia do 16.º Batalhão da Polícia Militar Metropolitana, por um policial militar no Hospital Universitário e pela Guarda Universitária. Esclarece que as sugestões do leitor estão sendo observadas na elaboração do planejamento operacional. Recomenda que o cidadão evite andar sozinho, principalmente à noite; procure, na medida do possível, deslocar-se em grupos; fique atento porque os criminosos sempre preferem vitimar pessoas desatentas, que demonstram maior vulnerabilidade; evite ostentar objetos de valor que possam atrair o interesse de infratores da lei e, caso seja surpreendido, não reaja em hipótese alguma. Em caso de emergência, deve acionar a Polícia Militar pelo telefone de emergência 190.Parque nos feriadosNa sexta-feira santa, ao chegar ao Jardim Botânico, os portões estavam fechados. Por que uma cidade como São Paulo fecha um parque em pleno feriado? A cidade precisa prover seus habitantes do que fazer. Eu e mais sete pessoas demos meia-volta. Fui ao Parque Burle Marx, mas lá não é permitido fazer piquenique, provavelmente por causa de alguns que deixam um rastro de sujeira quando vão embora. Fui ao Parque do Ibirapuera, que fica atolado de gente, pois os outros ou não abrem ou limitam seu uso.FABIANA RYSER DE SOUZA E SILVASão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

18 de abril de 2009 | 00h00

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