Cartas

Portadores de deficiênciaSou portador de deficiência física e estudante da Universidade de São Paulo (USP). Quando voltava do sapateiro, que faz as botas especiais que tenho de usar, pedi ao motorista do ônibus que parasse fora do ponto para mim. Ele respondeu que somente poderia fazer isso para deficientes visuais ou para quem utiliza cadeira de rodas. Expliquei, de novo, que tenho dificuldade para caminhar por causa de minha deficiência, que estava sentindo muita dor e inclusive estava indo ao Posto de Saúde. Não adiantou, ele não me deixou descer onde eu queria. Virei-me na direção dos passageiros para relatar o que ocorrera. Desci do ônibus tremendo de indignação. Tive de caminhar uma longa distância, para mim, carregando uma mochila cheia de livros nas costas até o posto de saúde. A maioria dos motoristas é gentil comigo e até fiz amizade com alguns. Entendo que esse trabalho é estressante. Mas não é justo um motorista descarregar sua frustração em um deficiente físico. Fiz uma queixa sobre o assunto na SPTrans. Na USP, há transporte especial para deficientes e, apesar de à primeira vista eu não parecer um, quando mostro minha carteira de deficiente, os motoristas são bem atenciosos. SÉRGIO EDUARDO NARDISão PauloMarco Siqueira, da Assessoria de Comunicação Social da SPTrans, informa que a empresa cobrou uma explicação do consórcio que é responsável pela linha onde ocorreu o episódio. O motorista, segundo a companhia, foi advertido e reorientado sobre seu comportamento. Confirma que as pessoas com deficiência têm o direito de desembarcar fora das paradas de ônibus.Ponto adicionalApesar de estar proibida a cobrança de ponto adicional, ao telefonar para a NET a atendente disse que ela ainda é realizada. Será que irão me ressarcir dos valores pagos a mais?CHRISTIAN STAUCHSão PauloFernanda Piccablotto, da Gestão de Clientes da NET - São Paulo, esclarece que a política comercial da empresa já atende às determinações do novo regulamento e que não cobra, como nunca cobrou, os pontos adicionais, somente a assinatura do primeiro ponto. Diz que a empresa trabalha no desenvolvimento de sistemas para adotar novas ofertas de pontos adicionais e oferece ponto opcional gratuito como um dos benefícios aos assinantes do NET Combo, pacote de serviços que reúne TV por assinatura, internet banda larga e telefonia fixa. Informa que a NET deixa disponível a programação eventual (PPV) em todos os pontos instalados na casa, sempre que solicitado pelo cliente, como também o ponto escravo (que veicula a mesma programação exibida no ponto principal) ou ponto aberto (com canais abertos e obrigatórios de TV com qualidade de som e imagem) sem cobrança de mensalidade.O leitor comenta: Na conta de 10 de abril de 2008 há a cobrança de R$ 22,90 referente ao ponto adicional, já na fatura de 10 de abril de 2009, além do aumento básico, há a cobrança de R$ 25 "referente à cobrança relativa à remuneração dos serviços necessários à conexão adicional, especialmente o uso de equipamentos e softwares, manutenção de rede e ativação de sinais". A resposta que a empresa deu à minha carta de reclamação enviada ao Estadão foi muito convincente sobre o que tenho de pagar: não é o ponto adicional mas, sim, a programação. Mas, se eu reparar no asterisco e nas letras pequenas que estão na fatura de 2009, em qual justificativa devo acreditar? Tiro como conclusão que a cobrança continua e que nada foi alterado e/ou reduzido em minhas contas. Análise: A advogada Polyanna Carlos da Silva da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) diz que essa cobrança é abusiva. Explica que não há serviço adicional se esse ponto recebe o mesmo pacote de programação recebido no ponto principal, o que significa que o consumidor estaria pagando duas vezes pelo mesmo serviço. Após quase um ano de polêmica, a Anatel, em 16 de abril, publicou a Resolução 508/2009 que proíbe a cobrança de mensalidade do ponto extra. O que pode ser cobrado são as despesas de instalação, mão de obra, modem e cabos. A melhor idadeVárias pessoas dizem que depois dos "enta" entramos na melhor idade. Para quem? Para o dono da farmácia ou do plano de saúde? Recebi o carnê de meu seguro de vida com um aumento de 100% para me reenquadrar de acordo com minha faixa etária, pois, tenho 71 anos. Minha aposentadoria não aumentou com minha nova idade. Cancelei o seguro imediatamente.MARILÚ GIANNINI SOARESSão Paulo

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