Cartas

O que é isso, companheiro?Para comemorar os 40 anos de minha esposa e o quinto ano de nosso casamento, fomos, em 6 de março, para Cuba pela Copa Airlines. Sou cliente antigo da Continental (companhia parceira) e fiz um upgrade de milhas, pois a viagem era longa e ficaríamos muito tempo aguardando a escala. Nosso assento era na primeira fileira e, antes de decolarmos, surgiu uma barata em meu pé. Eu a matei e chamei a aeromoça. Ela me pediu que não reclamasse, pois o avião seria retido no aeroporto. Prometeu que ia tomar as atitudes devidas no destino final. Outra aeromoça jogou um spray no chão da aeronave. Após alguns segundos, surgiram várias baratas em nossos pés. O avião já havia decolado. Constrangida com a situação, a aeromoça nos colocou na classe econômica e prometeu que nos seria dada uma nova passagem. Para minha surpresa, após a viagem, a companhia somente me devolveu as milhas do upgrade feito.MARCELO AISENSão PauloJoão Gouveia, coordenador de Customer Care da Copa Airlines no Brasil, informa que a empresa já efetuou o reembolso das milhas em todo o trecho de ida até Havana. Ressalta que se trata de uma reclamação isolada, pois no voo citado foram transportados cerca de oito passageiros na classe executiva e não receberam nenhum outro registro sobre esse caso. Enfatiza que a empresa respeita rigorosamente as normas de limpeza e higiene, como também zela pela segurança e pelo conforto dos passageiros.O leitor comenta: A companhia só me devolveu o valor referente ao upgrade.Fiz uma queixa contra eles no Procon.Morumbi e ParaisópolisNo retorno da Avenida Giovanni Gronchi com a Rua Dr. Francisco, em frente à entrada da Rua José Galante, a mais nobre do bairro, em qualquer horário, adolescentes ficam sentados na guia ou por perto e, quando o semáforo fecha atacam com pedras carros ocupados por mulheres sozinhas, quebrando os vidros e pegando ou exigindo a bolsa, se ela não estiver à mão. A Polícia Militar (PM), após barbarizar indiscriminadamente os moradores da Favela Paraisópolis, fomenta a revolta dos seus habitantes, o que pode estimular o surgimento de novos delinquentes. Mas, com o passar do tempo, a polícia vai se retirando do bairro. Durante o horário de pico, pela manhã, quase sempre aparece um carro da polícia, que fica estacionado do lado da José Galante única e exclusivamente com o intuito de multar os carros no caótico trânsito.F.B.R.São PauloA Polícia Militar responde que desenvolve ações específicas para prevenir os ilícitos apontados pelo leitor. Há policiamento de trânsito nas ruas com maior incidência de crimes na cidade e policiais em um posto de observação na Rua José Galante que fazem a prevenção de ilícitos penais e a fiscalização do trânsito. Eles estão lá no "horário de pico" porque é o período de maior incidência de infrações e, fora desse horário, o policiamento é feito em forma de rodízio e por outros programas de policiamento. A PM esclarece que ocupou o Complexo Paraisópolis para restabelecer a ordem pública que foi quebrada por delinquentes que investiram contra a população e contra a polícia usando armas de fogo. Destaca que o tumulto foi contido rapidamente, sem que fosse necessário o disparo de um tiro por parte das tropas legalistas. A instituição Polícia Militar não se pactua com ações ilegais ou abusivas praticadas por seus integrantes. O processo de depuração interna é efetivo e a corregedoria apura toda e qualquer denúncia, oficial ou não. Criminosos tiveram suas ações desestimuladas com a prisão de diversos infratores, a localização e recaptura de condenados da justiça e a apreensão de drogas e de armas de fogo. Isso permitiu que a sensação de segurança voltasse à região. Ao mesmo tempo que são feitas críticas, são inúmeros os relatos em agradecimento ao trabalho feito naquela comunidade, seguidos de pedidos para que a instituição continue a desenvolver ações semelhantes em Paraisópolis.O leitor comenta: É claro que a atuação da polícia era e ainda é necessária, porém, dentro da legalidade. Observo que o policiamento tem, infelizmente, diminuído gradativamente.Documentos roubadosNo dia 1 de abril tive meu carro roubado junto com os documentos. O carro foi recuperado, mas, para obter a segunda via do documento de licenciamento, terei de pagar taxas que chegam a, no mínimo, R$ 155,64. Já não basta ter o carro roubado em plena luz do dia, ainda sou obrigada a arcar com as custas do desleixo do governo. E que custas!FLÁVIA COELHO TOBIASSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2009 | 00h00

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