Cartas

Suspeita de Gripe A No dia 10 de julho levei minha mulher ao Pronto Atendimento (PA) do Hospital Santa Catarina (HSC), às 20h48, com febre de 38,9 ºC, batimento cardíaco acelerado, dores na garganta, no ouvido, articulações, enjoo, dor de cabeça e tosse. Após triagem esperamos por duas horas. Só mediram a temperatura dela após insistirmos. Ela já estava com 39,7 ºC. O funcionário da triagem disse que havia casos semelhantes. Somente quando os acusamos de omissão de socorro, que resolveram atendê-la. O médico não examinou os ouvidos, as narinas ou o abdome. Mesmo os sintomas sendo os mesmos da gripe Influenza A, ele não cogitou essa hipótese. Após uma análise superficial, medicou soro e Dramin (remédio para enjoo) e a liberou, ainda fraca e com febre, às 23h30. LEANDRO GENTIL São Paulo O Hospital Santa Catarina informa que o atendimento dado à paciente no Pronto Atendimento seguiu as recomendações do Ministério da Saúde relacionadas a casos suspeitos da Influenza A (H1N1). A investigação clínica, esclarece, detectou uma infecção das vias respiratórias superiores, com estabilidade clínica e, para aliviar os sintomas, a paciente foi medicada imediatamente após o atendimento médico. Com relação ao tempo de espera, o hospital informa que o número de casos no Pronto Atendimento aumentou nas últimas semanas em razão de um fluxo maior de pessoas, na maior parte dos casos com sintomas semelhantes aos de H1N1 , o que demandou o aumento da equipe de profissionais. Mesmo assim, diz, o tempo de espera ainda não atingiu o padrão de normalidade esperado pelo hospital. Problema delicado Meu irmão, de 34 anos, sofre de esquizofrenia, é dependente químico e foi internado várias vezes. Porém os hospitais não podem manter os pacientes internados por muito tempo. Em dois meses recebeu alta e passou a ser atendido pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps), mas ele não quis continuar o tratamento. Em maio, foi à casa de minha mãe, em surto, e foi levado ao Hospital Municipal 21 de Junho. O médico solicitou uma vaga num hospital psiquiátrico, mas ele fugiu. A assistente social e uma enfermeira explicaram que ele teria de estar internado para esperar um vaga num hospital psiquiátrico. O problema é que ele foge, tem surtos psicóticos, agride minha mãe e já tentou me matar. O Ministério da Saúde diz que não pode retroceder e voltar a deixar os pacientes internados por muito tempo. O Caps não tem suporte de um hospital, pois funciona de dia e depois os pacientes voltam para casa - quando voltam. Muitos doentes põem sua vida e a dos outros em risco. Eles precisam de cuidados de pessoas qualificadas e em tempo integral. O e-mail que consta no site do Ministério da Saúde (contato@saude.gov.br) não funciona. O que esperar do sistema? ALESSANDRA G. São Paulo O Ministério da Saúde não respondeu. A leitora comenta: Até agora não obtive nenhum contato do Ministério da Saúde, meu irmão continua em surto e a situação ficou ainda mais complicada. Bagagens danificadas As empresas de aviação deveriam treinar melhor os funcionários que transportam bagagens, pois a cada viagem temos de pagar pelo conserto das malas danificadas. Mesmo as que estão com o adesivo "frágil", colocado pelas próprias empresas, não deixam de sofrer danos. Os condutores jogam os volumes de qualquer jeito e acabam danificando vários objetos em seu interior. Nesta última viagem pela GOL, tive de desembolsar mais R$ 40 por causa desse desleixo. Quando fui à sapataria para consertar os defeitos, encontrei muitas malas com o mesmo problema e os seus proprietários também estavam reclamando. Com a palavra, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). JOÃO COELHO VÍTOLA São Paulo A GOL esclarece que, de acordo com o regulamento da Anac, as queixas referentes às bagagens transportadas devem ser feitas na área de desembarque de passageiros para que as medidas necessárias possam ser tomadas. E a Lei Cidade Limpa? No Caderno Cidades/Metrópole de 20 de julho há uma foto do prédio do Departamento de Trânsito (Detran) com um letreiro na lateral. Ele está de acordo com a Lei Cidade Limpa? GIAN DE MICCOLIS São Paulo O secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, informa que as mensagens indicativas de órgãos da administração direta não são consideradas anúncios pela Lei Cidade Limpa e, por isso, o letreiro está de acordo com a legislação.

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