Cartas

Médico recusa atendimento Cidadania, neste País, é para poucos, e não para os mais pobres. Minha mãe, Ozória Ferreira Secco, idosa, foi no dia 1/8 com fortes dores abdominais à UBS Saúde José Pires (Eng. Goulart, zona leste) e esperou duas horas, mas o médico recusou-se a atendê-la dizendo que era ''''caso de emergência'''' e que ela deveria ir para o PS. Minha irmã, que a encontrou se arrastando para o ponto de ônibus, voltou com ela à UBS e disse ao médico que ele cometia falta grave ao negar atendimento emergencial, que ele, como médico, deveria dar até se ela estivesse na rua. Mesmo assim ele foi grosseiro e irredutível. A direção da UBS, informada, nada fez. Mamãe foi para outra UBS, na região Penha-Aricanduva, onde foi bem atendida. USuários da unidade informaram que esse ''''profissional'''' costuma maltratar os pacientes. LINCOLN FERREIRA SECCO Cangaíba A Secretaria Municipal de Saúde responde: ''''Determinamos que a Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste, responsável pela UBS José Pires, apure o caso e tome as medidas cabíveis. Os envolvidos no atendimento da paciente d. Ozória Secco serão chamados para dar explicações sobre o ocorrido. Em nenhum momento a SMS admite que médicos ou outros profissionais da rede não atendam com respeito, qualidade e eficiência os munícipes que busquem ajuda em suas unidades. Com relação ao caso específico, salientamos ainda que, apesar do transtorno inicial, a paciente foi atendida de forma rápida e eficaz pela equipe da AMA Chácara Cruzeiro do Sul.'''' Carta 19.131 Cirurgia demorada Minha irmã tem 75 anos e sofre de pressão alta. Desde jun/06 ela está em tratamento no Hospital São Paulo para cirurgia de catarata e transplante de córnea, mas espera pela cirurgia há mais de um ano. Sabemos que há fila de espera para o transplante, como sabemos que com a cirurgia de catarata a visão melhoraria. Ela fez todos os exames pré-operatórios para catarata, como raio-X do pulmão, eletrocardiograma e sangue, mas, devido à demora, eles venceram e ela teve de fazê-los de novo. O pior é o jogo de empurra: em 10/7, ela passou por consulta com o anestesista no Instituto da Catarata, que verificou os exames e pediu para marcar a cirurgia - mas disseram que o sistema estava fora do ar e que deveríamos telefonar mais tarde. Dois dias depois, voltamos e eles marcaram o dia 19/11 para que ela assista a uma palestra sobre a cirurgia. Mais quatro meses para uma palestra - quando marcarão a cirurgia? Conhecemos e compreendemos as dificuldades do hospital, sempre tivemos paciência, mas sinto revolta com o descaso. Cuido de minha irmã, sou aposentada e viúva, e não posso pagar a cirurgia. Temos somente os serviços públicos a que recorrer. O descaso e a humilhação não afetam só a saúde do paciente, mas o lado emocional. Peço que marquem essa cirurgia com urgência, pois mesmo que não fique curada ela terá um pouco de visão, o que aumentará sua qualidade de vida e lhe trará esperança. A impressão que temos é que ela está desistindo de viver. Ela não pode mais participar dos mutirões de catarata porque está em acompanhamento no hospital. Peço desculpas pelo desabafo e desde já agradeço a atenção, mas alguém precisa me ouvir... THEREZINHA ORTEGA FERNANDES Vila das Mercês O Hospital São Paulo responde: ''''O Instituto da Catarata do Hospital São Paulo esclarece que a paciente fez uma consulta no dia 6/8, e, após nova avaliação, A cirurgia para a correção da catarata foi marcada.'''' A leitora informa que a cirurgia da vista esquerda da irmã será no dia 4/10. Já a vista direita depende de umaa doação de córnea. Agradeço ao jornal e a d. Eunice (Ouvidoria da Saúde) que me atenderam no caso de minha mãe. Ela morreu dia 1/8 no Hospital Planalto, em Itaquera, após 30 dias de luta, mas a morte não me venceu. Sei que a batalha contra o sistema de saúde do País continua, pois nada é em vão. Não houve culpado, mas se o sistema fosse mais eficaz e atento com os idosos, talvez mamãe tivesse sobrevivido. Que o Governo Federal melhore o sistema, e que Deus nos ajude. JOSÉ PAULINO NOGUEIRA Capital Agradecemos ao dr. Clóvis e à equipe da UTI Pediátrica do Hospital Foccus (V. Mariana), que de 11 a 15/6 cuidaram de nosso filho Vitor F. R. Rodrigues. Ele está bem, com ótima saúde, graças ao trabalho desses profissionais. JEFFERSON R. RODRIGUES MARIA DALVA F. DA SILVA - Capital Correspondência para São Paulo Reclama: e-mails para sprec@estado.com.br; cartas para Av. Eng.º Caetano Álvares, 55, 6.º, CEP 02598-900 ou fax 3856-2929, com nome, end., RG e tel., a/c de CECILIA THOMPSON, podendo ser resumidas a critério do jornal. Cartas sem esses dados não serão consideradas. As respostas não publicadas serão enviadas pelo correio.

O Estadao de S.Paulo

27 Setembro 2007 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.