Cartas

Carta 19.247Incêndio em área verdeNo domingo 7/10 um incêndio (ao que tudo indica criminoso) destruiu parte da mata de um grande terreno particular na Rua Conde Luiz Eduardo Matarazzo, nas proximidades da Rua Prof. Wlademir Pereira. Os bombeiros foram chamados às 14h30 mas só chegaram duas horas depois, quando o fogo já se havia espalhado. Não temos informações sobre possíveis empreendimentos imobiliários no local, percebemos apenas uma movimentação sistemática na área, com medições e sondagem do terreno. Pedimos ao núcleo oeste da Secretaria do Verde que investigue a importância dessa mata, e a resposta foi que ela é ?significativa?, mas a secretaria alega que não há fiscais suficientes para inspecionar o local, que ?entrará na fila?. Temíamos fogo ou corte de árvores durante a noite e no dia 7 aconteceu o pior. O fogo destruiu grande parte da vegetação rasteira e comprometeu as árvores. Nosso objetivo não é impedir um empreendimento imobiliário, mas que ele seja feito de maneira a preservar a área verde. DORIS S. M. FONTESRio PequenoA Secretaria do Verde e do Meio Ambiente responde:"Nossos técnicos fizeram vistoria no terreno em 15/10. Com base no cadastro da Sub Butantã, identificamos o dono do terreno, que será autuado. A secretaria emitirá multa correspondente, e já pediu à Sub Butantã o fechamento do terreno, pois de fato ele abriga vegetação significativa."A leitora comenta:A Polícia Ambiental esteve aqui, e agradeço ao Estado. Carta 19.248O problema é graveEm Ferraz de Vasconcelos há uma empresa clandestina de fertilizantes que usa a fórmula BHC, proibida no País. Há vários tambores expostos ao ar livre na Rua João Canzi, deixando a população à mercê do perigoso agente poluidor. O pior é que ninguém faz nada para resolver o problema. OSIAS JOSÉFerraz de Vasconcelos/SPA prefeitura responde:"Junto com a Cetesb, providenciamos a retirada do material. Infelizmente, o que atrapalha é o alto custo de recolhimento e incineração do BHC, cerca de R$ 700 mil. Ferraz de Vasconcelos é a 2.ª cidade mais pobre do Estado e não tem condições de arcar sozinha com uma despesa tão grande. As administrações anteriores nem sequer tentaram resolver o problema. Desde que esta administração assumiu, em 2005, parte do material foi retirado, mas por causa da grande quantidade de material e do elevado custo de retirada não temos condições para cumprir o término do carregamento. Não medimos esforços para tentar solucionar o problema o quanto antes, em parceria com a Cetesb e a Secretaria de Meio Ambiente."Carta 19.249Coleta seletivaSegundo a Limpurb, a Rua João Lourenço, onde moro, não está no mapa da coleta seletiva. Os moradores do Condomínio Edifício Vinícius de Moraes, na V. Nova Conceição, querem reciclar o lixo, mas a Prefeitura não colabora. Gostaríamos também de participar da coleta de óleo de cozinha. FRANCISCO F. MENDES Vila Nova ConceiçãoA Limpurb responde:"A Rua João Lourenço é contemplada pelo programa de coleta seletiva da cidade. A concessionária EcoUrbis faz o trabalho duas vezes por semana, sendo noturno às 2.ªs feiras e diurno às 5.ªs. Quanto à coleta do óleo de cozinha, o produto pode ser encaminhado a uma central de triagem próxima do bairro, sendo também feita nos 3,3 mil pontos de entrega voluntária. O material reciclado é levado para as 15 centrais de triagem, onde as cooperativas fazem a separação do material e o comercializam, gerando renda para os próprios cooperados. O município vem aumentando o programa de coleta seletiva em torno de 30% ao mês. No novo formato do programa, normatizado em 9/10, está prevista a ampliação do número de centrais de triagem. O programa abrange 68 distritos da cidade; as concessionárias têm caminhões compactadores e as cooperativas, caminhões tipo ?gaiola?, sendo recolhidas por mês cerca de 3 mil toneladas de lixo reciclado. São 80 ton/dia, e, em média cada cooperado recebe R$ 680. Cerca de 930 pessoas trabalham nas centrais de triagem."PARA SUA INFORMAÇÃO: 1 litro apenas de óleo despejado no esgoto polui cerca de 1 milhão de litros de água - ou seja, o que uma pessoa consome em 14 anos de vida. O óleo também provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, o que contribui para a ocorrência de enchentes.

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