Cartas

Carta 19.323Desrespeito em hospitalNo dia 6/10, fomos visitar minha mãe, internada no PS do Hospital do Campo Limpo. A psiquiatra foi arrogante e mal-educada conosco e até com minha mãe. Não quis ler o encaminhamento do outro psiquiatra, nem soube que mamãe fez cirurgia de remoção de tumor cerebral em outro hospital. Disse-lhe que jamais fora tratado com tanto desrespeito, e ela respondeu que, ?já que o prefeito vive dizendo que a saúde está ótima?, eu que reclamasse com ele. Informei-lhe que o supervisor da área de Psiquiatria conhecia bem o caso, e ela, com ironia, respondeu que, já que ele conhecia o caso, eu que voltasse no dia seguinte (mamãe tivera alta naquele dia). Ela já está em casa e precisa de acompanhamento médico para tomar os remédios para outro mal, pois sem eles fica muito agressiva.CARLOS HENRIQUE NASSARCapitalA Secr. Mun. Saúde responde: "A diretoria do Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha determinou abertura de sindicância administrativa para apurar o fato. Com o resultado, os profissionais envolvidos ficam sujeitos às medidas cabíveis. O tratamento inadequado de pacientes e familiares por funcionários da rede pública é inadmissível. As equipes são orientadas para dar atendimento humano e eficiente. A diretoria já contatou o leitor, lamentando o ocorrido, comunicando o procedimento adotado e pondo seus serviços à disposição dele e família."O leitor comenta: Faço questão de saber o resultado da sindicância e as ?medidas cabíveis? que serão tomadas.Carta 19.324INSS demora a pagarEm jan/2001, dei entrada em pedido de auxílio-doença, ref.ao período de 1999 a 2004, no posto do INSS Rodolfo Miranda. Entreguei os documentos exigidos e fui informado de que devia apenas aguardar o comunicado do pagamento, que seria então depositado na minha conta - mas até 24/4 o pagamento não chegou. Fui várias vezes aos postos Rodolfo Miranda, Brás Leme e Água Branca, em vão. Além da demora, o tratamento é inadequado, pois os funcionários tratam as pessoas com descaso e atendem de má-vontade, como se estivessem nos fazendo um favor. Não ouvem o que dizemos, a impressão é que trabalham no ?piloto automático?. Quando pedimos uma informação ou fazemos uma queixa, dizem que irão chamar o Serviço de Arquivo Médico e Estatístico ou pedem que esperemos ser chamados por carta. Eu espero há sete anos... Tentem ligar para o tel. 135, para a Ouvidoria ou para o Disque-Denúncia... Numa dessas minhas idas-e-vindas, disseram que o funcionário que cuidava do meu caso estava em férias e eu teria de aguardar sua volta. Ora, eles dizem há um ano e 6 meses que devo esperar o Pagamento Alternativo de Benefício (PAB) em casa.... e nada! O pior é que as informações variam de funcionário para funcionário e são contraditórias. Em cada posto a informação é diferente. Tenho sérios problemas de saúde, devendo me submeter a nova cirurgia dos rins. Sempre contribuí com o INSS. Para onde foi o meu dinheiro, e o dos milhares de brasileiros que ainda esperam seus benefícios?LÚCIA MARIA MARINICapitalO INSS responde: "Pagamos o valor do período de 19/12/98 a 6/3/03 em 30/5."A leitora comenta:O INSS não diz que pagou apenas 5% do valor que eu deveria receber, segundo os cálculos apresentados por eles. Fui obrigada a entrar na Justiça, já que eles nada fazem para o beneficiário. Requeri aposentadoria por tempo de serviço (36 anos de contribuição) em 29/6/04 e o benefício foi liberado em 28/6/05 (ou seja, depois de um ano) - mas três anos se passaram e ainda não liberaram os atrasados nem informam sobre uma possível liberação (carta de 9/9, reenviada ao INSS, sem resposta, em 29/10).PEDRO PAULINO DE OLIVEIRA Vila Carrão Faço, anualmente, um grande esforço para me recadastrar, para não deixar de receber o benefício pago pelo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp). Mas este ano foi diferente: exigiram que eu atualizasse a certidão de casamento em que fora averbado o óbito de meu marido na agência da CEF próxima ao Fórum Jabaquara. Além do gasto com táxi, esse procedimento, que contraria o Estatudo do idoso, é uma deslealdade do Governo para com uma pessoa quase octogenária. Basta eu mostrar a cara e dizer que estou viva para receber o que não é um favor, mas dever do Estado.YVETTE KFOURI ABRÃOCapital

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