''Carteiros'' assaltam na zona oeste

Três casas no Pacaembu teriam sido alvo de gangue de ladrões disfarçados

Fábio Mazzitelli, O Estadao de S.Paulo

04 de novembro de 2008 | 00h00

Duas casas do Pacaembu, bairro nobre da zona oeste de São Paulo, também foram vítimas da "gangue dos carteiros", grupo de assaltantes que se disfarçam com o uniforme amarelo e azul dos entregadores dos Correios, de acordo com policiais do 23º Distrito Policial (Perdizes). O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) já registrou outros dez casos em bairros do centro e das zonas sul e leste da capital.Um dos crimes ocorreu na semana passada. A associação de moradores diz que foram três assaltos nos últimos meses. O argumento é sempre o mesmo: os criminosos anunciam a entregue de um Sedex. "O que mais nos preocupa é que é uma estratégia que nos pega totalmente desprevenidos. Num universo pequeno como é o nosso bairro, três assaltos desse tipo é muita coisa", afirma Iênidis Benfati, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Viva Pacaembu por São Paulo.Somados os casos do bairro, a capital já registra 12 - ou 13, na conta dos moradores - ocorrências de características semelhantes. Atualmente, a polícia concentra esforços nas delegacias seccionais. Os casos do Pacaembu são investigados, por exemplo, pela mesma equipe que apura um crime ocorrido no Morumbi, bairros da Seccional Oeste.No caso da semana passada, no Pacaembu, o criminoso chamou a dona da casa pelo nome, o que abriu caminho para os ladrões. Com esse tipo de artimanha e em razão da credibilidade dos Correios, a própria polícia afirma que a prevenção é difícil. "Nesse caso, a vítima tinha um nome composto que não era comum e o assaltante sabia. Assim, fica mais difícil se defender", disse um policial que participa das investigações e não quis se identificar.A "gangue dos carteiros" foi o tema principal da reunião que a Associação de Moradores do Pacaembu teve com as autoridades policiais da região ontem à noite. Foram convidados o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, titular do 23ºDP (Perdizes), e o responsável pela Polícia Militar da área. Policiais desconfiam que mais de uma quadrilha use esse disfarce para cometer crimes. Os Correios afirmam ter rígido controle dos uniformes.

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