Cartola admite maior custo em convênio sob suspeita

O presidente do Sindicato das Associações de Futebol, Mustafá Contursi, afirmou ontem que o contrato de R$ 6,2 milhões assinado sem licitação com o Ministério dos Esportes poderá extrapolar o orçamento inicial.

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2011 | 00h00

O Estado revelou nesta semana que o convênio para o cadastramento de torcedores de futebol em todo o País, firmado há oito meses, ainda não saiu do papel, apesar de o dinheiro ter sido liberado em abril em um único montante. "Nós temos o direito de fazer revisão do projeto. Isso consta na legislação", disse Mustafá Contursi, em entrevista ontem à rádio Estadão ESPN.

Como indicativo de que o valor do contrato pode subir, Mustafá citou reportagem publicada no Estado na quinta-feira, que mostra que a Federação Paulista de Futebol (FPF) cadastrou, desde 2006, 45 mil torcedores por cerca de R$ 900 mil. "Se for este o número (R$ 20 por torcedor), nós vamos ter de fazer uma avaliação sobre aquilo que foi projetado", disse o cartola.

Conforme mostrou o Estado, o sindicato admitiu não ter conhecimento para efetuar o cadastramento das torcidas. Contudo, Mustafá disse que um plano piloto, feito em Curitiba, será usado para avaliar o potencial do projeto.

"Resolvemos fazer esse teste em Curitiba até para sentirmos se atingiremos os objetivos, inclusive em discussão de orçamento", afirmou o cartola.

O presidente do sindicato dos cartolas garantiu que, se o projeto em parceria com o Ministério dos Esportes não for executado, os R$ 6,2 milhões serão devolvidos ao governo.

"O convênio prevê que, se houver sobra de dinheiro, ele deve ser devolvido (ao governo) e todas as prestações de contas serem feitas. Por isso que o dinheiro está aplicado, para não (causar) nenhum prejuízo ao poder público", disse Mustafá Contursi à Estadão ESPN.

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