Casa de câmbio alega que não houve nada ilegal

Os proprietários da Vicatur Câmbio e Turismo, de Nova Iguaçu, no Rio, garantiram na segunda-feira desconhecer qualquer investigação da Polícia Federal sobre a possível venda dos US$ 248,8 mil. Apesar de garantirem que a loja de câmbio só faz operações regulares, os sócios da empresa não explicaram de forma convincente se venderam US$ 248,8 mil para cinco pessoas de uma mesma família.Os donos da Vicatur também disseram desconhecer qualquer investigação pedida pelo Ministério Público Federal sobre a venda de dólares para laranjas. A empresa, em 2003, foi investigada pelo Banco Central, que ouviu pessoas cujos nomes e CPFs tinham sido utilizados para a compra de dólares sem que elas soubessem. Segunda, a PF no Rio não soube explicar o que houve com este inquérito. Nenhum dos dois atuais proprietários da Vicatur - Fernando Manoel Ribas Soares e Sirley da Silva Chaves - respondem a processo por este motivo. Isto significa que o inquérito pode estar em andamento ou ter sido arquivado.No site da Justiça Federal do Rio, porém, aparece que Soares, seu pai, mulher e irmão já sofreram execuções fiscais pela Procuradoria da Fazenda por conta de duas outras empresas de turismo das quais foram sócios. O cunhado de Soares, Marco Apolo da Silva Ramidan, eximiu a agência de responsabilidade. ?A pessoa entra aqui para comprar dólar. Não há como questionar se é bandida.? O advogado da Vicatur, Ubiratan Cavalcanti, disse não ter condições de responder se houve venda neste valor a uma família. Apontado como possível local do embarque dos dólares, o Aeroclube de Nova Iguaçu só vem sendo utilizado por helicópteros e ultraleves por falta de condições da pista.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 16h11

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