Casa de Detenção tem manhã tranqüila

A manhã foi calma hoje em frente da Casa de Detenção. Centenas de familiares apareceram para depositar o "jumbo" (comida e artigos de higiene) para os presos, mas não houve tumultos. À procura de informações dos parentes, cerca de 20 mulheres trouxeram colchões e travesseiros e passaram a noite no local. "Nosso carnaval vai ser aqui", afirmou a dona de casa Ana Lúcia César, de 39 anos. Elas e as companheiras temem que os boatos de uma nova rebelião se confirme. "Vamos ficar até liberarem a entrada porque eles (presos) não estão se alimentando, ninguém fala nada e está saindo muito bonde (transferência), mas não se sabe quem foi e nem para onde foi", completa a dona de casa Silvana Pires, de 34 anos. Outra familiar E.A., de 28 anos, diz que conseguiu ontem conversar com o irmão do Pavilhão 2 e ele pediu a ela que não aparecesse porque "a casa vai virar". "Vim porque estou muito preocupada", contou, enquanto esperava para pagar o aluguel do uso do celular. Para conseguir telefonar e falar por cinco minutos com ela, o irmão prometeu dez maços de cigarros ao companheiro de cela, dono do aparelho.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.